22 março 2012
11 março 2012
QUANDO EU DISSER
JPalmaJr
JPalmaJr
quando EU te disser que é, é...quando eu te olhar, não tenha olhos para o meu olhar, tema como a menina teme o pai...e me ame como teu primeiro amor, devoção que impera em teu coração...quando eu fizer cara de bravo, vá pro teu canto, que logo te chamo e te dou uma poesia novinha, para ver teus olhos sorrirem cheios de encanto...quando for, será, e nada, absolutamente nada, vai me impedir que seja...quando a firmeza estiver em minhas mãos, sinta-se parte de mim, não discuta, deixe apenas a emoção tomar conta de teu corpo...não, não te desesperes, sinta apenas, pois é pelos sentimentos que atingimos o amor maior, aquele que mistura alma e coração..quando te sentires triste, vem, pede meu colo, to darei...e te tocarei os cabelos como cordas de teu violão, mágica música de amor que em teu corpo tem prisão, e cujas notas liberto ao toque dos dedos que te fazem mulher...não, não discuta nunca, apenas seja, sentirás o prazer de ser o que teu corpo precisa, de entregar os segredos de tua alma submissa...
20 janeiro 2012
08 janeiro 2012
02 janeiro 2012
Já estou bem!!! Ou pelo menos perto disso. ;)
Muitas
pessoas se preocuparam. Arnaldo, valew! A tempestade já passou. Como
muito sagazmente me disse o frater Khamus, esses devem ser meus
fantasmas dos natais passados. Gosto muito das alegorias alegóricas do frater Khamus. ^^
Nas épocas
em que as coisas começam a andar pra trás geralmente fico rapidamente
desesperada, mas ainda bem, isso tudo passa logo. Tudo o que acontece,
sempre, ainda que por meios bizarros, acaba sendo pro bem, então devo
agradecer as lições aprendidas com as intempéries. E de resto, tudo segue igual.
Revisitando
minhas primeiras horas desse ano, tirando o desespero e choro
convulsivo, acabei aprendendo bastante. Primeiro, com meus próprios
erros, e isso já é alguma coisa. Também, o que não tem remédio,
remediado está. Não adianta almejar o inalcançável, creio eu. Desejo que
no futuro eu possa ser mais receptiva à essas lições e tudo fique mais
fácil!
O importante é que a tempestade já passou, e com meu fator de cura impressionante, em breve estarei de volta ao normal! ;)
Ontem
passei o dia com a minha irmã e sua família. No início foi bem difícil,
porque eu estava mesmo, muito mal!!! Bom, nada que um pouco de açucar e
amor não melhorem, eu acho... ^^
Incrível
como todos os meus sobrinhos me adoram!! Bom, menos o Vitor. O Vitor
acho que não conta nesse caso. Ele é bem parecido comigo. Tem problemas
sérios de concentração, está sempre metido em problemas, e não liga
muito pras pessoas que estão a sua volta. Espero mesmo que ele não tenha
1/3 dos meus problemas insolucionáveis de relacionamento, ou já posso
prever as frustrações futuras. Bem, o importante é que parece que todos
eles gostam muito de mim, mesmo que eu tenha pouquissima afinidade com
crianças. Eles gostam muito de tocar e abraçar, e beijar, e isso pra mim
é muito estranho! Não consigo entender o real prazer em toques que não
sejam necessários, apesar de que eu confesso que acabo gostando de ter
esses contatos com eles! \o/
Tem
crianças de todas as idades, desde 1 ano até 13 anos, então, já que
eles gostam tanto de mim, acho que eu sou a "tia legal"!!! huashuashusa E
é mesmo bem legal isso! rs Muito surpreendente! ^^
Eu
gostei de estar com a família, mesmo não sendo minha, pois eles sempre
foram muito receptivos comigo. Se eu desse só um pouquinho mais de
abertura, eu sei que acabaria me tornando parte deles mesmo, mas eu
ainda não consigo fazer isso. Ainda assim me sinto muito agradecida pela
inclusão.
Estar
com eles me faz ver um tipo de vida com a qual não estou acostumada.
Não sei direito como é vida em família, e até mesmo a minha irmã lidando
com suas situações familiares me causa estranheza, e talvez até um
pouco de agonia. rs
|o|
Fiz
alguns poucos planos de ano novo. Coisas bem simples. Vamos ver como
correm as coisas. Se eu disser que estou otimista com o novo ano, seria
mentira, mas pelo menos vou encarar com mais paciência tudo pelo qual
tenho que passar, como por exemplo, o hospital. Não adianta ficar
reclamando. Se eu tenho que cuidar da minha saúde mais ou menos, então
vou faze-lo sem reclamar pelo menos. ;)
O mais
importante de tudo é eu mesma perceber que por trás dessas bochechas
rosadas, se encontra uma cabeça emocional e ocasionalmente confusa, que
talvez demore tempo demais pra se familiarizar com coisas simples. Não adianta muito ficar brigando comigo mesma.
01 janeiro 2012
Finalizando uma merda de ano. Uma merda de vida. Numa merda de mundo. Espero que o proximo passe tão rápido quanto esse, e todos os outros também. E que no dia que tudo isso acabar, eu não tenha mais medo. Eu não quero ter medo nunca mais... Nunca mais...
E eu queria tanto descansar também... Parece que agora eu estou tão cansada... Que eu nunca mais chore como hoje. Que eu não me envolva mais. Nunca mais. Que eu aprenda o meu lugar no mundo. Esse lugar é aqui mesmo. Protegida. Que eu nunca mais me deixe ficar desprotegida ante à sanha do mundo. Nunca mais. Que eu possa ficar estática e tranquila pra sempre. Sem dor. Por favor! Sem dor!
Eu quero agora, e pra sempre, olhar tudo de longe, como sempre deveria ter sido.
Amén.
31 dezembro 2011
Senti uma tristeza e uma solidão horríveis hoje. Eu escrevi uma carta. Gostaria de poder enviar... Gostaria de poder dizer mesmo tudo o que está se passando agora na minha cabeça, e ficar com bastante raiva, e ódio, e me livrar dessa frustração filha da puta.
Eu não me arrependi da minha decisão. Eu fiz o certo. Se eu tivesse escolhido o oposto, eu estaria arrependida agora, porque estaria sozinha da mesma maneira, mas com mais do que me lembrar e me arrepender, e muito mais medo.
Ninguém, jamais, em nenhuma circunstância, é de confiança. Jamais devo esquecer isso!
29 dezembro 2011
26 dezembro 2011
A ORAÇÃO DO INICIADO
Ó D-us, Pai-Mãe de todos os Universos, cuja existência está além da compreensão racional, abre meu coração ao entendimento intuitivo, pra que eu escolha sempre o caminho certo.
Tu, que legaste aos Teus primeiros emissários o mágico dom de criar e que proporcionaste aos seres viventes a possibilidade do eterno existir, mostra a meus olhos internos a Tua visão e faze de todos os meus momentos instrumentos do Teu serviço.
Dá-me um espírito guerreiro, para que eu veja nos obstáculos, que medram pelos caminhos, fascinantes desafios a serem vencidos.
Dá-me forças para carregar com firmeza a tocha que ilumina as trilhas da compreensão e, mais ainda que força, dá-me a obstinação necessária para levar adiante, sem jamais fraquejar, a sedutora missão de servir-Te.
21 dezembro 2011
Por menos que se envolva com o final do ano, não tem jeito, é sempre uma época triste... O cristianismo de fato fodeu com a nossa vida!!!
Eu não curto o natal. Nem sei o que significa! O aniversário de um cara que morreu para salvar a humanidade, blá, blá, blá. Uma historia de fantasia pra enganar os zilhões de incautos que querem acreditar de qualquer maneira!
É triste não ter fé né? É pra quem pode, não pra quem quer. Porque é duro enfrentar o mundo sem crença, e mesmo eu, que sou bem durona na maioria das vezes, sinto aquele medo lá no fundo quando percebo que minha fé está vacilando... E vacila a toda hora.
Mas o medo tem que ser enfrentado, segundo as sábias palavras do frater Khamus, e eu escuto o frater, mais do que ele acredita que eu escuto...
Zero a zero nesse ano, pra mim e pra minha vida. Difícil dizer onde que a gente erra, ou onde tem que mudar. O que importa, na verdade, é a coragem de fazer qualquer coisa em busca da satisfação, e eu sei que as vezes minha coragem falha, o que é bem triste.
Eu não sou mais criança, eu sei, e meu comportamento extremamente infantil me atrapalha. Eu sei que atrapalha, e sei que é foda, e sei que irrita, não apenas a mim, mas a todo mundo que tem contato comigo. A vantagem, no meu caso, é que ligo pouquíssimo pra opinião alheia, e de tão acostumada que estou de ficar sozinha, acabo ignorando que meu comportamento afasta as pessoas.
Mas a gente aprende com o tempo e com os erros, e eu quero aprender também.
Falei pra um amigo meu esses dias que tenho muita esperança num futuro melhor, porque já tive um passado péssimo, e que perto deste, meu presente é muito bom!
Eu tenho medo de estar perto das pessoas. Medo delas passarem dos limites, medo perder o foco, de não conseguir pensar direito em relação às pessoas que estão perto de mim... Entendam! Eu só consegui sobreviver até aqui porque consegui me virar totalmente sozinha, e me garanti. Não consigo pensar em dependência ou mais medo pela frente. Também me é difícil pensar que talvez um dia eu me acostume com a presença alheia, pra depois ter que me reacostumar com a solidão...
18 dezembro 2011
A realidade real é que eu sou sensível demais pra me misturar com outros seres humanos... Prestem atenção! Não estou dizendo que sou melhor ou pior! Só estou dizendo que sou sensível! Já animais, como são seres desinteressados, me dou melhor, e por isso me misturo com eles. Não entendo bem porque isso incomoda tanto as pessoas.
Estou cansada de explicar que não é nenhuma característica delas que de fato me incomoda. Que o problema, nesse caso, é comigo mesma. Pessoas são assim né? Egocêntricas por natureza. Acham que tudo no mundo é com elas! Aff! Me cansa isso um pouco. Ter que ficar explicando, explicando, explicando o tempo todo.
Pior é explicar, e as pessoas fazerem questão de não entender!!! Caramba! Eu não tô falando em aramaico!!! Não tô falando iidiche!! Qual que é a dificuldade de entender que eu tenho receio de estar com as pessoas, e que esse stress, de estar perto delas me faz muito mal??? É só isso mesmo! Não tem motivos escusos!!! Não tem nada de pessoal nisso. Aliás, algumas vezes tem sim. Não dá pra gostar de todo mundo também né? Mas na maioria dos casos, só de pensar no stress, já me sinto estressada!!!
Quem nunca teve um ataque de ansiedade ou de pânico na vida, por favor, não venha tentar me julgar, ou me encher o saco! Eu sei exatamente pelo que passo em momentos de stress, e pior, muito pior, sei o que eu passo depois.
E ai? Quem é que vai ficar aqui aturando junto comigo? Quem é que vai segurar minha mão de noite pra eu não me desesperar? É fácil falar que eu sou assim ou assado, mas quero ver nego vir aqui viver o que eu vivo lutndo com essas merdas na minha cabeça todo dia!!
Em um ponto eu não sou diferente de ninguem. Eu só quero ficar bem, e sentir uma relativa felicidade, se for possível. Porque eu sabotaria a mim mesma, se isso fosse possível o tempo todo? Engraçado é que depois a egoista sou eu! Ninguem pensa em mim nessas horas, pensa só no seu próprio rabo, mas se eu penso só na minha necessidade, ai eu não valho nada.
Acho que a Shantall tem razão. Eu sou boazinha demais com certas pessoas.
Estou cansada de explicar que não é nenhuma característica delas que de fato me incomoda. Que o problema, nesse caso, é comigo mesma. Pessoas são assim né? Egocêntricas por natureza. Acham que tudo no mundo é com elas! Aff! Me cansa isso um pouco. Ter que ficar explicando, explicando, explicando o tempo todo.
Pior é explicar, e as pessoas fazerem questão de não entender!!! Caramba! Eu não tô falando em aramaico!!! Não tô falando iidiche!! Qual que é a dificuldade de entender que eu tenho receio de estar com as pessoas, e que esse stress, de estar perto delas me faz muito mal??? É só isso mesmo! Não tem motivos escusos!!! Não tem nada de pessoal nisso. Aliás, algumas vezes tem sim. Não dá pra gostar de todo mundo também né? Mas na maioria dos casos, só de pensar no stress, já me sinto estressada!!!
Quem nunca teve um ataque de ansiedade ou de pânico na vida, por favor, não venha tentar me julgar, ou me encher o saco! Eu sei exatamente pelo que passo em momentos de stress, e pior, muito pior, sei o que eu passo depois.
E ai? Quem é que vai ficar aqui aturando junto comigo? Quem é que vai segurar minha mão de noite pra eu não me desesperar? É fácil falar que eu sou assim ou assado, mas quero ver nego vir aqui viver o que eu vivo lutndo com essas merdas na minha cabeça todo dia!!
Em um ponto eu não sou diferente de ninguem. Eu só quero ficar bem, e sentir uma relativa felicidade, se for possível. Porque eu sabotaria a mim mesma, se isso fosse possível o tempo todo? Engraçado é que depois a egoista sou eu! Ninguem pensa em mim nessas horas, pensa só no seu próprio rabo, mas se eu penso só na minha necessidade, ai eu não valho nada.
Acho que a Shantall tem razão. Eu sou boazinha demais com certas pessoas.
15 dezembro 2011
Hoje eu conversei longamente com o Arnaldo. Uma conversa estranha e triste. Acho que cheia de rancor do que nosso passado foi e do que poderia ter sido. Engraçado é que eu nunca tinha parado pra conversar com ele, em muito tempo. Tal era o medo, a angustia de lembrar daqueles dias de antes.
Eu não gosto de ter que encontrar com as pessoas daquela época. Não gosto muito de saber deles. Queria mesmo poder esquecer.
Conversamos sobre como nossa infância nos afetou de modo irremediável, nos transformando no que somos hoje. O Arnaldo me conheceu quase na infância. 14 anos? Isso seria infância? Sabe o mais incrível? Descobrir que as pessoas tem tanto medo quanto eu. O tempo todo me sentindo anormal pelo meu medo, e descubro que na verdade a gente foi largado muito novo, pra lá, pra não ter medo. Com muita mágoa relembramos de coisas que aconteceram, e nos perguntamos porque tudo foi daquele jeito, e nos demos conta de que deveríamos mesmo ter nos encontrado, ele, a Carmen e eu, pra vivermos numa época doida e triste, porque nós éramos sozinhos e tristes, deixados de lado, e tentando sobreviver àquelas famílias e mães que me parece, queriam se livrar de nós, mas não apenas de nossa presença, elas queriam dobrar nosso espírito... Um pouco dramático? Talvez. Mas nunca é dramático demais pra quem vive a situação, ainda mais como nós, que simplesmente não tínhamos forças ou defesas pra lutar contra aquilo tudo. E agora me pergunto porque exatamente tivemos que passar por aquilo tudo mesmo? Pra provar o que mesmo? Pra nos prepararmos pra esse agora? Pra esse presente que nos tira todo dia alguma coisa, e que vai minando nossa capacidade de acreditar que de fato nós fomos preparados pra algo, ou uma missão, ou algum propósito, porque sem propósito, tudo fica simplesmente insuportável!!!! É só isso? É pra isso que nós nos agarramos desse jeito as nossas esperanças de que as coisas iam mudar, e melhorar, e sorrir pra gente?
A gente era tão tão triste.... A gente era tão tão perdido... Porque a gente teve que sobreviver aquilo tudo e a custa de que??? Eu lembro das tardes intermináveis com a Carmen, que já foi a pessoa que eu mais amei no mundo numa certa época, numa amizade inimaginável pra duas pessoas tão sozinhas quanto nós. E a vida se encarregou de nos tirar da rota e nos separar até virarmos tão estranhas. Lembro dos momentos com o Arnaldo, das conversas, e das tentativas de filosofia incompreensível, porque a gente tinha tanto o que entender.... A gente tinha tanto que fazer alguma diferença, nem que fosse um para o outro, e meu Deus, ele fez mesmo diferença, não fez? Numa época em que era tudo ou nada, e a gente precisava ter uma mão pra segurar nos longos momentos de tristeza, de solidão. De tentar entender. A gente fez diferença não fez???? Fizemos, não fizemos??? Depois de tanto tempo, eu, eu pelo menos, pelo menos eu tenho que acreditar que fiz alguma diferença, e meu Deus, eu era tão, tão triste!!! Eu queria tanto alguma coisa que fizesse diferença pra mim!!!!
Eu acho que devia perguntar para o Arnaldo se eu fiz diferença pra ele, algum dia que fosse, que o tivesse resgatado um pouco daquilo tudo!!!!
Eu não quero ter medo... Nunca! Nunca quero ter medo... Nunca!!! Eu juro! Mas como se livrar, se eu já passei tanto tempo parada, assustada. Eu faço mal pra mim não é mesmo? Se eu as vezes acerto alguem, na maioria das vezes não é intencional. Nem sempre se pode controlar tudo... O maior mal, de todos, de todos os que eu causo, são pra mim mesma...
Se eu conseguisse forças agora, eu gostaria de lutar contra anos e anos de pensamentos, e idéias, e lembranças de tudo aquilo que acontecia dentro daquelas paredes, e que a gente aguentava sozinho, no canto, calado e com medo. Se eu tivesse alguma coragem, iria confrontar anos e anos de coisas erradas herdadas das coisas erradas que fizeram pra mim, e tentar nesse resto de tempo acertar tudo, fazer tudo certo daqui pra frente e perdoar quem ficou pra trás, me perdoar, perdoar o mundo e acabar com tanto tempo de medo e mágoa. Solidão e insegurança. Mas agora não tem mais Carmen e Arnaldo pra segurar minha mão e me puxar, e eu puxar também. Não tem mais ninguem me flagelando e me empurrando de qualquer maneira pra frente.
Eu não gosto de ter que encontrar com as pessoas daquela época. Não gosto muito de saber deles. Queria mesmo poder esquecer.
Conversamos sobre como nossa infância nos afetou de modo irremediável, nos transformando no que somos hoje. O Arnaldo me conheceu quase na infância. 14 anos? Isso seria infância? Sabe o mais incrível? Descobrir que as pessoas tem tanto medo quanto eu. O tempo todo me sentindo anormal pelo meu medo, e descubro que na verdade a gente foi largado muito novo, pra lá, pra não ter medo. Com muita mágoa relembramos de coisas que aconteceram, e nos perguntamos porque tudo foi daquele jeito, e nos demos conta de que deveríamos mesmo ter nos encontrado, ele, a Carmen e eu, pra vivermos numa época doida e triste, porque nós éramos sozinhos e tristes, deixados de lado, e tentando sobreviver àquelas famílias e mães que me parece, queriam se livrar de nós, mas não apenas de nossa presença, elas queriam dobrar nosso espírito... Um pouco dramático? Talvez. Mas nunca é dramático demais pra quem vive a situação, ainda mais como nós, que simplesmente não tínhamos forças ou defesas pra lutar contra aquilo tudo. E agora me pergunto porque exatamente tivemos que passar por aquilo tudo mesmo? Pra provar o que mesmo? Pra nos prepararmos pra esse agora? Pra esse presente que nos tira todo dia alguma coisa, e que vai minando nossa capacidade de acreditar que de fato nós fomos preparados pra algo, ou uma missão, ou algum propósito, porque sem propósito, tudo fica simplesmente insuportável!!!! É só isso? É pra isso que nós nos agarramos desse jeito as nossas esperanças de que as coisas iam mudar, e melhorar, e sorrir pra gente?
A gente era tão tão triste.... A gente era tão tão perdido... Porque a gente teve que sobreviver aquilo tudo e a custa de que??? Eu lembro das tardes intermináveis com a Carmen, que já foi a pessoa que eu mais amei no mundo numa certa época, numa amizade inimaginável pra duas pessoas tão sozinhas quanto nós. E a vida se encarregou de nos tirar da rota e nos separar até virarmos tão estranhas. Lembro dos momentos com o Arnaldo, das conversas, e das tentativas de filosofia incompreensível, porque a gente tinha tanto o que entender.... A gente tinha tanto que fazer alguma diferença, nem que fosse um para o outro, e meu Deus, ele fez mesmo diferença, não fez? Numa época em que era tudo ou nada, e a gente precisava ter uma mão pra segurar nos longos momentos de tristeza, de solidão. De tentar entender. A gente fez diferença não fez???? Fizemos, não fizemos??? Depois de tanto tempo, eu, eu pelo menos, pelo menos eu tenho que acreditar que fiz alguma diferença, e meu Deus, eu era tão, tão triste!!! Eu queria tanto alguma coisa que fizesse diferença pra mim!!!!
Eu acho que devia perguntar para o Arnaldo se eu fiz diferença pra ele, algum dia que fosse, que o tivesse resgatado um pouco daquilo tudo!!!!
Eu não quero ter medo... Nunca! Nunca quero ter medo... Nunca!!! Eu juro! Mas como se livrar, se eu já passei tanto tempo parada, assustada. Eu faço mal pra mim não é mesmo? Se eu as vezes acerto alguem, na maioria das vezes não é intencional. Nem sempre se pode controlar tudo... O maior mal, de todos, de todos os que eu causo, são pra mim mesma...
Se eu conseguisse forças agora, eu gostaria de lutar contra anos e anos de pensamentos, e idéias, e lembranças de tudo aquilo que acontecia dentro daquelas paredes, e que a gente aguentava sozinho, no canto, calado e com medo. Se eu tivesse alguma coragem, iria confrontar anos e anos de coisas erradas herdadas das coisas erradas que fizeram pra mim, e tentar nesse resto de tempo acertar tudo, fazer tudo certo daqui pra frente e perdoar quem ficou pra trás, me perdoar, perdoar o mundo e acabar com tanto tempo de medo e mágoa. Solidão e insegurança. Mas agora não tem mais Carmen e Arnaldo pra segurar minha mão e me puxar, e eu puxar também. Não tem mais ninguem me flagelando e me empurrando de qualquer maneira pra frente.
12 dezembro 2011
Cá estou eu em mais um final de ano. Não é o pior deles, juro!!! Pelo contrário! Já é dia 12 de dezembro e eu ainda estou inteirona, ao menos fisicamente! De espírito as coisas vão indo, e emocionalmente, já estive melhor, mas não se pode ter tudo.
Estou colocando o útero pra fora, e essas épocas são sempre um desgosto! Ser mulher é complicado demais! De verdade! Tenho raiva de homens que não conseguem entender as reviravoltas hormonais que nosso gênero enfrenta. Ninguem quer menstruar, sentir cólica e ainda por cima se comportar como uma psicótica, bipolar maníaca!!! Ninguem quer mesmo!!!!
O que será que devemos esperar que as pessoas esperem de nós??? Cada dia fico mais confusa sobre como devo lidar com o mundo. Algumas pessoas entendem que o ser humano é o ápice da criação de Deus, mas fala sério!!! É tão complicado... Eu sou complicada demais, com certeza!
Aos poucos estou voltando a querer sair pro mundo. Não sempre, mas em certas ocasiões. Quero ter mais contato, fazer mais coisas. Mas é um processo lento, e as vezes as pessoas querem me fazer correr. Eu não quero ter pressa. É a alegoria do quarto! Aqui dentro quem sabe o que está acontecendo sou eu!
Embora as vezes eu tenha sonhos de que tudo se resolve do dia pra noite, de uma hora pra outra, na verdade não sinto vontade de dar um passo maior que as minha pernas. Eu preciso de tempo pra ir me reacostumando a tudo o que eu me desacostumei, e se demorar a vida toda, não posso fazer nada. No final das contas, todo mundo já sabe, aqui dentro quem enfrenta um leão por dia pra continuar estável, sou eu.
Subitamente, as vezes, me vejo pensando em como vai ser bom quando eu já estiver pronta pro mundo, e tenho vontade de que tudo aconteça mais rápido, e então, eu me retraio de novo. Não é a hora ainda.
Eu sou covarde? Pode ser! Mas já tive muita coragem ao longo da vida pra me livrar dos meus demônios, enfrentá-los, expulsá-los e sair viva, querer continuar vivendo. Não existe porque jogar fora a pouca estabilidade que consegui.
O mundo nunca valeu a pena, e eu acho que continua não valendo.
É difícil pra mim me comunicar com as pessoas e fazê-la entender isso. Ou dizer até pra não desistirem de mim, porque uma hora as coisas vão acontecer. Ninguém vai esperar, porque não é assim que ninguem deve se comportar. Mas ainda que todo mundo desista, eu não desisto. Não tenho desistido nunca, e não pretendo desistir daqui pra frente. Mas sim, as coisas vão acontecer no meu tempo...
Estou colocando o útero pra fora, e essas épocas são sempre um desgosto! Ser mulher é complicado demais! De verdade! Tenho raiva de homens que não conseguem entender as reviravoltas hormonais que nosso gênero enfrenta. Ninguem quer menstruar, sentir cólica e ainda por cima se comportar como uma psicótica, bipolar maníaca!!! Ninguem quer mesmo!!!!
O que será que devemos esperar que as pessoas esperem de nós??? Cada dia fico mais confusa sobre como devo lidar com o mundo. Algumas pessoas entendem que o ser humano é o ápice da criação de Deus, mas fala sério!!! É tão complicado... Eu sou complicada demais, com certeza!
Aos poucos estou voltando a querer sair pro mundo. Não sempre, mas em certas ocasiões. Quero ter mais contato, fazer mais coisas. Mas é um processo lento, e as vezes as pessoas querem me fazer correr. Eu não quero ter pressa. É a alegoria do quarto! Aqui dentro quem sabe o que está acontecendo sou eu!
Embora as vezes eu tenha sonhos de que tudo se resolve do dia pra noite, de uma hora pra outra, na verdade não sinto vontade de dar um passo maior que as minha pernas. Eu preciso de tempo pra ir me reacostumando a tudo o que eu me desacostumei, e se demorar a vida toda, não posso fazer nada. No final das contas, todo mundo já sabe, aqui dentro quem enfrenta um leão por dia pra continuar estável, sou eu.
Subitamente, as vezes, me vejo pensando em como vai ser bom quando eu já estiver pronta pro mundo, e tenho vontade de que tudo aconteça mais rápido, e então, eu me retraio de novo. Não é a hora ainda.
Eu sou covarde? Pode ser! Mas já tive muita coragem ao longo da vida pra me livrar dos meus demônios, enfrentá-los, expulsá-los e sair viva, querer continuar vivendo. Não existe porque jogar fora a pouca estabilidade que consegui.
O mundo nunca valeu a pena, e eu acho que continua não valendo.
É difícil pra mim me comunicar com as pessoas e fazê-la entender isso. Ou dizer até pra não desistirem de mim, porque uma hora as coisas vão acontecer. Ninguém vai esperar, porque não é assim que ninguem deve se comportar. Mas ainda que todo mundo desista, eu não desisto. Não tenho desistido nunca, e não pretendo desistir daqui pra frente. Mas sim, as coisas vão acontecer no meu tempo...
03 dezembro 2011
Eu até sou uma mina legal as vezes, porém, legal ou não, ninguém é obrigado a gostar de mim. Quem acha que eu devo mudar, sinta-se à vontade pra me excluir, deletar, bloquear, ou sei lá mais o que. Quando eu não gosto de alguém por qualquer motivo, eu simplesmente sumo. Não fico enchendo o saco de ninguem!
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