29 setembro 2011

Tive que copiar e colar esse texto aqui! ^^




O MEDO


por Francisco Marengo



Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei.


O medo é o sentimento mais comum na psique humana. Como todos os obstáculos físicos podem ser (teoricamente) superados, o maior medo do homem obviamente repousa na morte. Então por absoluto medo ou pavor desse desconhecido estado, o homem prefere não falar no assunto, ou dizer, que simplesmente não acredita na vida após a morte, considerando-a como um eterno repousar. Outras vezes buscam conforto para seus medos nas religiões dogmatizadas, impregnando sua mente com falsos conceitos, que absolutamente em nada vão lhe ajudar em seu momento derradeiro de transição. Não compreendem que a vida física por mais palpável que se possa parecer é ilusória e simplesmente constitui num reflexo da realidade eterna.


Quando estudamos a filosofia Esotérica nos deparamos que em determinado momento, necessitamos morrer para ressurgir, como a alegoria da Fênix que renasce de suas cinzas. Assim foi com Jesus cuja vida ficou enigmática quando ele completou doze anos só reaparecendo com trinta, Buda que permaneceu muito tempo no deserto, Moisés que sumiu numa cova. Todos têm em comum o fato de após terem desaparecido voltarem com suas boas novas. Especialmente Jesus que teria enfrentado nesse período toda a fúria de seus demônios interiores.


Ao dogmatizar sua mente o homem tolhe sua Verdadeira Liberdade, e passa a viver em função de um Deus temeroso, vingativo, punitivo e cruel, vivendo mais como um autômato induzido, que não compreende que ao dogmatizar-se limita o aprendizado e o aspecto evolutivo do seu espírito. Na Ciência Esotérica então este morrer para ressurgir, também chamado de “noite escura da alma”, onde adepto mergulha de cabeça no abismo de seu subconsciente e enfrenta diretamente todos os seus medos, todos os seus conflitos interiores, todos os seus demônios, todos os seus temores, aprendendo a conhecer que a verdadeira essência do ser constitui-se na vida eterna e não na morte estática e serena, assim o adepto passa a conhecer intimamente o dia de sua transição, e isto já não o amedronta, pois sua Liberdade é totalmente guiada pelo Poder de sua Verdadeira Vontade.


Amigos, todos nós somos vulneráveis. Para aprender a aplicar o conhecimento faz-se necessário buscar um caminho ou uma forma de autodesenvolvimento. Existem muitos caminhos, o meu satisfaz a mim, a minha verdade e daqueles que me acompanham, porém não é o único e nem talvez seja o melhor caminho, haja visto, haverem múltiplos caminhos e múltiplas escolhas. A busca é pessoal, as experiências que tiver de passar na vida são pessoais, pois são estas que lhe fornecerão as chaves que transmutam o conhecimento interior em sabedoria.


Devemos cuidar para que o medo não se torne uma neurose em nossas vidas. Um sábio disse: "Na natureza nada se perde, pois tudo se transforma." Isto é um fato. O físico fatalmente, cedo ou tarde, será privado de ação. Porém como nada se perde, toda riqueza mental e espiritual, jamais será perdida. Toda individualidade continua, a essência é eterna. Todos os adeptos dos mistérios podem regozijar-se ao dizer "Eu conheço o dia de minha morte!", ou ainda questionar-se sobre "qual a próxima aventura que o destino me reserva?" Pensar assim, satisfaz o espírito ante qualquer temor, pois o movimento universal é constante e as fatalidades da vida são meras lições ante a essa escola primária que é a Terra. O maior "medo" que as pessoas deveriam sentir é de não realizarem os seus Dharmas ou Missão de Vida, de não realizarem o sacrifício ou Sacro Ofício, de não terem coragem de sair de suas "zonas de conforto" para realizarem as suas Verdadeiras Vontades e não se acomodar. Isso significa que a batalha é continua na luta para quem está tentando ser um Mago. O indivíduo é derrotado quando não tenta mais e se abandona.


Quando o aspirante começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais são seus objetivos. Seu propósito é falho; sua intenção, vaga. Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem. Devagar ele começa a aprender... a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes. E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo. Aprender nunca é o que se espera. Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder. Seu propósito torna-se uma batalha. E assim ele depara com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro, e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando a espera de suas falhas. E se o ele, apavorado com sua presença, foge, o medo, seu inimigo, terá posto um fim à sua busca. O que acontece com o aspirante se ele fugir com medo? Nada acontece a não ser que ele nunca aprenderá. Nunca se tornará um sábio. Talvez se torne um déspota, ou um pobre homem apavorado e inofensivo; de qualquer forma, será alguém vencido na vida. Seu primeiro e mais cruel inimigo terá posto fim a seus desejos.


E o que pode ele fazer para vencer o medo? A resposta é muito simples. Não deve fugir. Deve desafiar o medo, e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem, e o seguinte, e o seguinte, "step by step". Deve ter medo, pois é natural, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recuará. Aí nesse momento começará a sentir seguro de si. Seus propósitos tornar-se-ão mais fortes. Aprender não será absolutamente mais uma tarefa aterradora. E, quando chegar esse momento feliz, o aspirante pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimigo natural.


Se o aspirante ceder ao medo, nunca o vencerá, porque se desviará da busca pelo conhecimento sagrado e nunca mais tentará buscar o caminho novamente. Mas se procurar aprender por anos junto com seu medo, acabará dominando-o, porque nunca se entregou realmente a ele.


A sabedoria adquirida não é unicamente utilizada para unicamente para objetivos pessoais, um dom na verdade nunca é só seu. Portanto, o Mago deve ter autocontrole em todas as ocasiões, tratando de tudo com zelo e lealdade, principalmente sendo fiel a tudo o que aprendeu. Se
conseguir a viver com a clareza, verá que o poder, sem controle, é pior do que quaisquer outros erros. Então, saberá quando e como usar seu Poder.


E assim terá derrotado seu pior inimigo. Tornar-se Sábio , e saberá encontrar-se com a velhice com toda dignidade!


No momento em que o Mago não tiver mais receios,
impaciências, terá toda a clareza de espírito... E este será um momento em que todo seu poder estará controlado. Sacudirá sua fadiga e viverá seu destino com plenitude, então poderá ser chamado de Sábio. Quando a vida nos proporciona coisas boas, gostaríamos que aquilo continuasse eternamente assim por tempo indefinido, no entanto, constatamos que as coisas não são assim. Daí eu pergunto, porque não explorarmos uma idéia de permanência na sua totalidade? Ora, tal pensamento por si só nos liberta do medo.


Agora falemos da morte, para falar deste assunto eu pediria que ao menos momentaneamente abandonem conceitos pré-estabelecidos, doutrinas e crenças a respeito disto, pois são idéias geradas pelo fato de termos certeza que um dia iremos morrer. Se deixarmos também, temporariamente o nosso medo de lado, poderemos agora nos defrontar com o problema. E, neste ponto eu diria que não interessa a vida do pós morte porquanto que seja um fato real. Então existe um caminho a ser percorrido para compreendermos o que é a morte e não o que existe depois dela. Daí a diferença se perguntamos o que vem depois, é porque não procuramos saber o que ela é. Mas, dou um parênteses para perguntar o que é a vida, a despeito de nossas noções e teorias sobre ela. Será que conhecemos realmente a vida, se nos deparamos insistentemente em nos debater sem cessar ante toda espécie de conflitos interiores e exteriores que constantemente nos afligem? Estamos inteiramente absorvidos num vazio interior, que jamais é preenchido pelo acúmulo de bens materiais. Dentro deste fato, o problema do que é a morte não pode ser colocado, se nem sequer conseguimos compreender inteiramente o que significa viver. As projeções de idéias, tais como reencarnação, etc., apesar de serem verdades internas diz respeito a este nosso fragmento de existência psicológica que denominamos vida. Morrer ante a esta estrutura psicológica que nos identifica morrer a cada instante, a cada dia, a cada ação que praticamos; morrer, morrer afinal o que é morrer? Uma vez que não se discuta aspectos como a morte física, somente aqueles que sabem lidar com a morte há todos os instantes, conseguem evitar o impossível questionamento interior, pois nesta morte permanente está o permanente nascimento, de uma essência vital que não pertence a este mundo. Morrer é criar, e criar é amor.


Amor é a lei, amor sob vontade.



16 setembro 2011

A bola da vez na minha vida agora são meus tratamentos. Fui no psiquiatra ontem, e finalmente ficarei sem remédios com a corcondância do meu médico!!! \o/

Eu nunca tive problemas em tomar remédios, se fosse o caso, ou houvesse necessidade, e até cansei de ouvir pessoas pouco abalizadas me falarem pra eu largar os remédios, que eu "preciso" ser feliz, e preciso me apegar em Deus, e Cristo salva, e que assim essas coisas iam sumir da minha cabeça e blá, blá, blá....

Eu não tenho recalques com meus problemas psiquiátricos. Infelizmente meu cérebro não funciona muito como o da maioria, e tratá-lo sempre foi um grande prazer pra mim, porque eu gosto dele, ele me dá muitas alegrias, embora nenhuma felicidade, e tem vezes que as coisas são assim. Eu não diria pra uma pessoa que tem um rim que não funciona pra parar de fazer hemodiálise... Se o rim não funciona apropriadamente, tem que tratar, não adianta fantasiar que as coisas vão simplesmente ficar perfeitas derepente. Se meu cérebro não funciona apropriadamente, tem que tratar.

A maioria das pessoas tem algum problema com remédios psiquiátricos. Tem medo, acham que eles mudam o comportamento, a maneira de pensar. Nada disso jovens! Pelo menos pra mim, os remédios atuam me deixando sociável e menos triste. Me fazem agir mais como a Andréa que eu sou, do que com a Andréa que toma conta quando estou em crises reais, que pra quem não sabe, várias vezes já me levaram perto da morte.

Outras pessoas pensam que é um claro sinal de fraqueza usar remédios psiquiátricos, e isso me lembra o comportamento da minha mãe, que achava que depressão era uma espécie de fraqueza de caráter. Eu não vejo nada disso como fraqueza, mesmo porque não é sinal de força viver no meio de uma infelicidade tão plena, que a vida diária se transforma numa luta pra permanecer vivo. E acreditem, eu já passei por isso muitas vezes...

Dito isto, e dito que de fato não tenho problemas com os remédios, me vejo então na situação de, com o aval do meu médico, não precisar mais usá-los! \o/

Fiquei feliz com isso, ainda que eu não tenha nada contra usá-los! Saber que sua cabeça tem condições de seguir por conta própria é bem legal... Acho que é a mesma coisa que descobrir que magicamente seu rim voltou a funcionar! \o/

Talvez seja um pouco simbólico, quase como se eu finalmente tivesse deixado todo um passado de desespero pra trás, e tivesse me entendido com o cosmo! Parece exagerado, e talvez seja, mas é assim mesmo que eu vejo. As coisas não vão ficar perfeitas por causa disso. Talvez muito pouco, ou nada, vai mudar. Mas não... Alguma coisa mudou sim! Talvez pra melhor! ^^

14 setembro 2011

13 setembro 2011

Hoje teve lavagem do decantador lá da ETA! Cheguei tarde em casa, e me deu um ataque de arrumação, e fui fuçar e jogar umas coisas fora. Sabe que eu achei meus primeiros impressos da Dion Fortune! \o/
Faz mais de um ano que venho estudando, ainda que meio capotando pelo caminho, mas fico feliz de pelo menos estar tentando... Creio que muitas coisas vão mudar agora. E pensando bem, a um tempo atrás eu falei pro frater Khamus que o que eu precisasse pra seguir um caminho específico que me surgiu, apareceria magicamente, e apareceu mesmo, ontem! \o/
E eu só me toquei hoje quando revirei as coisas e achei meus xerox da Dion e o Domínio da Vida da AMORC.
Eu tenho um pouco de medo as vezes das novidades, mas eu não me culpo por isso. Algumas coisas são muito complexas pra mim. Isso pode ser encarado como fraqueza, talvez, mas acho que é mais como uma característica minha. Eu não posso me jogar pra frente de qualquer jeito, se esse não é o meu jeito. Mas tenho tentado de verdade mais uma vez mudar as coisas, melhorar na medida do possível, ter muita paciência, e seguir em frente com o que eu acredito que seja o melhor pra mim. Não é nada fácil, mesmo!
Bem, independente de qualquer coisa, acho que uma nova luz se acendeu, em um lugar que de fato precisava ser iluminado. Eu deveria reavaliar minhas conexões, e pra onde miro minha dedicação, pois talvez muitas coisas estejam acontecendo de maneira errada. Mas dessa vez, não um errado pro mal, mas um errado mais construtivo, que resgate certas coisas que talvez eu tenha deixado pra trás, e mostre o caminho a seguir.
Independente de qualquer coisa, tento ter mais confiança. Em mim, na minha capacidade, no que eu acredito, e principalmente nas pessoas. Poucas pessoas, é verdade. Mas é difícil heim!!! Não vou nunca poder deixar de admirar as pessoas confiantes nesse mundo! ^^

12 setembro 2011

Hoje foi um dia bem legal pra falar a verdade. Quer dizer, teve seus momentos chatos.
De manhã fui lá no CAPS. Fiz uma espécie de triagem, porque fazia muito tempo que eu não ia lá. Dei de cara com umas pessoas conhecidas, mas fingi que nem conhecia, e fiquei meio no canto lendo. Uma das pessoas que eu vi lá foi o cara que me deu a Dolores! Será que ele tem problemas com alcool ou drogas??? Fiquei curiosa. Ele se casou com uma mina que estudou inglês comigo a muito tempo atrás. O Eloi também tava lá, mas como ele é meio cego, acho que nem me reconheceu. Um cara tentou puxar conversa comigo, mas eu fingi que nem percebi. Detesto as conversas do CAPS. Sou uma versão nóia das conversas de hospital. Sempre drogas, drogas...
Enfim! Acabei me consultando com a Andréia. Ela não me inspira muita segurança pra falar a verdade, mas como eu preciso de uma psicóloga, e ela é o que tem, então tudo bem. Sempre tenho que falar sobre minha fobia social, o desgosto que é conversar com as pessoas e tals, e como sempre, ela me disse que eu preciso começar a criar vínculos com as pessoas. Muito chato...
Marquei consulta com ela e com o psiquiatra, e pelo menos isso já está encaminhado.
Fui resolver meus problemas na prefeitura, depois fui no banco... Fiz várias coisas. Almocei com a Dalila. Comprei esmalte e perfume! \o/
Esse post foi bem sem graça... ¬¬

08 setembro 2011

Poxa... Me sinto tão mal e doente. Tô com calafrios. Será que estou com febre? =[
Eu não vou desanimar por causa disso!!! Não vou desanimar!!! Vou fazer tudo direitinho, lançar meu círculinho azul, e fazer tudo o que eu tenho que fazer! \o/

Ontem conversei um pouco com a Márcia, a noite, e falei sobre as novidades do hospital, e psicólogos e blá, blá, blá, que ela ainda não tava sabendo. Depois falamos sobre solidão, ser sozinho, essas coisas.

Ser sozinho é muito pessoal, pra começar, mas na verdade, ser sozinho mesmo, significa não ter ninguém. Mil pessoas entram aqui nesse espaço, lêem o que eu escrevo, e depois de uma maneira ou de outra me procuram pra falar que sim, me entendem bem, eles também estão sozinhos no mundo.

Mas epa! Perai! Essas pessoas me dizem isso trancadas no quarto, tendo a mãe, o pai, a tia, o marido, a esposa, o irmão, do lado de fora, passando a porta, ao alcance de um grito, ou da mão! Isso não é ser sozinho!!! É muito fácil chegar e falar que não tem ninguém, que ninguém te entende quando se tem todo mundo a volta. Nesse caso é legal ser só! Quando a água bate na bunda, e o desespero se aloja, é só correr pra sala, pro quarto ao lado, voltar pra casa da mãe, abraçar o filho, o marido, o irmão, a companheira, ou sei lá quem, que está logo ali!

Porra! Isso é ter alguém! É poder correr e pedir ajuda, ou pelo menos um ombro quando se está totalmente na merda! Isso é ter alguém! É poder sentir vontade de chorar, e até se trancar no banheiro pra fazer isso, porque se chorar do lado de fora, alguém vai se virar e perguntar o que está acontecendo! Isso é ter alguém!!!

Ter uma mãe que se preocupa se você trabalha, usa drogas, faz merda! Caralho!!! Isso, definitivamente é ter alguém!!! Que parte de ser sozinho essas pessoas não entenderam????

Não entendo porque as pessoas vivem insistindo em se auto proclamarem "solitários"! Sozinhos no mundo!!! Porra, eu invejo a família dos outros, e nego nem dá valor!!! Isso é ser sozinho meus queridos!!! Ter tanta carência de uma mãe, a ponto de querer que a minha mãe psicótica volte pra me assombrar!!!! Enquanto nego fica ai reclamando dessa suposta 'solidão acompanhada', nem imagina como seria se amanhã você caisse duro na rua, ou qualquer outra merda, não ter ninguém que corra atrás, que se preocupe!!! Isso é solidão!!

Eu sempre fui a pessoa mais sozinha do mundo. A que se escondia no quarto, a que brincava sozinha no canto... Mas eu não era sozinha... Hoje sim, eu sei direitinho que se eu não tomar muito cuidado em cada segundo da minha vida, tudo pode dar errado, porque simplesmente não tem ninguem que vá, quase com obrigatoriedade, se responsabilizar por mim.

Falando assim, pode parecer que eu não superei bem essa idéia de solidão, mas na verdade estou bem acostumada a isso, embora seja dolorido ainda, as vezes. Mas eu juro, eu vou xingar o proximo filho da puta fresco que vier fazer draminha de solitário no mundo, quando ainda é sustentado pela mãe e pelo pai! Caralho, isso as vezes me dá ódio! E é um saco ter que aturar esses dramas sem sentido dos meus "companheiros em solidão"!!

Eu só gosto dos meus dramas! Eu só aturo os meus dramas! Eu só tenho paciência pros meus dramas!

Esse lugar aqui é pra eu falar o que eu penso! Geralmente sobre mim mesma, ou sobre qualquer coisa que eu queira, ou o que me der na telha! EU NÃO TÔ QUERENDO CONSELHOS!! Não leiam isso aqui e corram pra vir me falar COMO EU DEVO VIVER A MINHA VIDA!!!! Eu cago e ando pra opinião de 99,9% das pessoas e portanto, guardem sua opinião pra vocês mesmos, no caso de lerem isso e acharem que me "compreendem" porque vocês são iguais a mim!!

Ah, eu não estou falando isso pra nenhum dos frateres que ocasionalmente lêem esse blog heim!!! Não é nenhum recado ou algo do tipo, por favor!!! ;-]

HEHEHE Esses estão dentro dos 0,01% que eu prazerozamente permito e tenho muito gosto que me aconselhem e opinem. Me dêem idéias e opiniões, e ocasionalmente até mesmo me ajudem a desatar o nó confuso que são os meus pensamentos...

As vezes eu sei que pode parecer que eu entrego minha valiosa amizade pra qualquer pessoa que bate a minha porta, mas isso não é verdadeiro. Eu sou muito seletiva com as pessoas, e minha seleção é feita sem qualquer justiça. Eu analizo, julgo, dou o veredito, mesmo sem provas. E quando me dá na telha simplesmente viro as costas pras pessoas mais legais do mundo, aquelas que ajudam animais e criancinhas, que são boas de natureza e estão 90 passos à minha frente na escala evolutiva, só porque eu quero.

Todas as pessoas para quem eu dou a liberdade de opinarem na minha vida, são escolhidas a dedo, por uma ou outra característica. Tá, eu sei, eu sou uma escrota. E, eu vou continuar sendo o tempo que eu bem entender... E essas poucas pessoas aguentam minha escrotisse, pelo menos por enquanto, talvez porque elas consigam ver além dessa confusão toda que está na frente de tudo, e em toda a minha volta.

Terminando o assunto, ontem minha irmã, para me provar que eu não estou sozinha nesse mundão velho e sem porteiras, abriu sua cam pra mim e pude ver toda a movimentação de sua pequena e feliz casa, com meus sobrinhos passando pra lá e pra cá, e foi bem legal.

Ser sozinha pode ser tão bom quanto estar acompanhada as vezes. E ter minha irmã, ainda que longe, ainda me dá uma certa segurança... ^^

07 setembro 2011

Basicamente, todo mundo no mundo quer uma coisa só. Ser feliz. Não importa que esse seja um desejo utópico, porque é impossível alcançar a felicidade plena. Existem bons momentos. Momentos felizes, sim, claro. Mas sejamos sinceros. Quando vivemos aqueles gloriosos momentos de felicidade, sabemos que em breve tudo vai acabar, e de volta virão os momentos chatos, os tristes, e aqueles tristes de verdade mesmo. Os de doer, sabe como é?
Entretanto, a algum tempo atrás, eu estava conversando com alguem, e talvez fosse a Claúdia, e estávamos falando sobre esse mito da felicidade obrigatória. Até o Jabour já escreveu sobre isso. Tristeza e fracasso aparecem lado a lado na cabeça das pessoas, talvez. É inaceitável não ser feliz. Se ter sucesso é alcançar a felicidade, então é culturamente vergonhoso aceitar que podemos ser, de fato, pessoas tristes.
O ser humano é feito de várias emoções, todas elas sim, igualmente importantes. A tristeza é uma delas. Se cada pessoa é diferente da outra, e vemos pessoas que claramente aparentam felicidade, é natural que outra simplesmente sejam tristes.
Existe uma pressão horrorosa pra se alcançar a felicidade. É ofensivo não crer que se pode ser feliz. Tanta pressão, tanto stress pra se alcançar uma coisa que na minha opinião não existe de verdade, claro, causa muita infelicidade!
O ódio é uma emoção humana, mas ninguem odeia o tempo todo. Mas temos que ser felizes o tempo todo. É ou não é um ideal pequeno burguês acreditar que a humanidade segue à caminho da felicidade suprema, quando existe tal desigualdade no mundo? Parece até ridiculo dizer isso, mas é verdade. Quando é que dá pra ser feliz, sabendo que tem uma legião de cãezinhos Burne por ai, nas garras da turba? O mundo não é legal. E também não é feliz! Mas tudo bem, porque não é obrigação nenhuma ser feliz!!! A gente não está aqui pra isso, né?
A sociedade tem sempre as mesmas formulas meio falidas pra se alcançar a felicidade, que só dão certo pra uns e outros, mas que todos insistem em tentar repetir. Casamento, filhos! Mais e mais gente se juntando na tentativa de nunca deixar de povoar o mundo que já está estourando de tão cheio, e as pessoas não param nunca!!!! Correndo atrás dessa obrigação absurda de ser feliz ou morrer tentando! Não! Esse não é mais o caminho!! Agora a gente tem que fazer tudo diferente...
A felicidade não está em se entregar ao outro, não é uma coisa pra ser achada na normalidade social!! Ela pode ser achada lá também, mas ela pode estar em qualquer outro lugar, ou simplesmente, não estar em lugar nenhum, e ninguem vai ser menor ou inferior por causa disso!!! É só desse jeito que a gente é. Todos nós! Cada um!
A coisa mais estranha, acho eu, é que todos buscam sempre nos mesmos lugares. Todos são iguais. Seguindo os desejos, e as convenções de gerações e gerações atrás... rs Todos!! É tão complexo o que não segue esse modelo, que não pode ser aceito, precisa ser negado, mesmo pelos que tentam também não seguir o modelo. Deu pra entender isso???
As vezes eu preciso trocar umas ideias com o Aderson só pra saber que tem alguem que entende tudo isso que eu falei. Isso tudo porque ele é o único cara de fato feliz do qual eu já ouvi falar! hahaha \o/


"À força de prometer a felicidade para todos, o liberalismo de mercado acaba por criar falsas esperanças e um ambiente de insatisfação colectiva. O mito igualitário da felicidade obrigatória une-se aqui com o do progresso indefinido do nível de vida individual, independentemente da prosperidade dos circuitos económicos. Paradoxalmente, cada crescimento quantitativo do nível de vida reforça a insatisfação psicológica que seria suposto eliminar, provocando no corpo social uma dependência quase fisiológica a respeito dos desejos económicos, com as múltiplas consequências patológicas que isso acarreta. "A falsa libertação do bem-estar, escreve Pasolini, criou uma situação tão ou mais louca que a dos tempos de pobreza". Guillaume Faye

"Hoje, a felicidade é uma obrigação de mercado. Ser deprimido não é mais "comercial". A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória. É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Esta "felicidade" infantil da mídia se dá num mundo cheio de tragédias sem solução, como uma "disneylândia" cercada de homens-bomba. A felicidade hoje é "não" ver. Felicidade é uma lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não sofrer pelas desgraças, não olhar os meninos malabaristas no sinal, não ter coração. O mundo está tão sujo e terrível que a proposta que se esconde sob a ideia de felicidade é ser um clone de si mesmo, um androide sem sentimentos." Arnaldo Jabor

Nossa, perdi a noção. Preciso sentar minha bunda numa cadeira e colocar todas as coisas em ordem! Tem umas horas que são assim né. Parece que tá tudo bem e tudo desanda. Agora tenho que organizar as coisas... Ô saco!

05 setembro 2011


Eu nem cheguei a falar que ganhei de presente um tarô novo na semana passada. O Frater Khamus me enviou. Foi muito legal receber um presente! Eu nunca ganho presente!!! As vezes é muito legal! \o/
Meu novo tarô é um tarô carbônico! Bem bonito mesmo, com poucas cores! Hoje sentada no hospital li metade do livrinho que veio com ele! Parece bem diferente em relação ao de Marselha, por exemplo, que é o que eu costumo usar! As pessoas costumam pensar que todos os baralhos de tarô são iguais, mas vemos desse jeito que não são.
Quanto mais eu leio coisas menos eu sei, não é engraçado? rs Talvez nem tanto... Minha cabeça tá entrando em colapso, eu acho, e vou ficando meio de má vontade com as coisas que eu simplesmente não consigo aprender. Que nem física. Não adianta. Eu não entendo e pronto! Por que tenho que sofrer tentando aprender algo que minha cabeça se recusa a absorver?
Hoje eu fui no hospital enfrentar a psicóloga nova. Como sempre muito cansativo e chato... Essa rotina já encheu meu saco, mas como estou passando por uma fase de tentar fazer o meu melhor, fui lá e contei tudo pra ela! Bem! O que eu ganhei com isso? De volta ao psiquiatra... Ela quer remédios pra ansiedade e talvez algo que possa me ajudar a controlar minha fobia social, que calculo eu que seja uma maneira diferente da ansiedade se alojar na minha cabeça. Ela falou bastante sobre medo, pensamentos, blá, blá, blá... O de sempre mesmo... Essa semana já marco o psiquiatra e retorno pros tratamentos, eu acho... Quem liga não?


Nothing Else Matters
Metallica

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they say
Never cared for games they play
I never cared for what they do
I never cared for what they know
And I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters



29 agosto 2011

Ontem bem na hora em que passei mal, conversei com a minha irmã pra ela me acalmar e tal. Ela perguntou o que eu tava fazendo pra sentir essas coisas todas, e disse pra ela que tava bem, comendo bem, de bom humor, tava até me sentindo felizinha. Ela me falou que era isso. Eu de bom humor e feliz, não tinha como passar bem mesmo! E ainda falou que além do mais isso acaba com a minha reputação... Não sei se isso foi elogio... ¬¬
Se não fosse a necessidade que tenho de ir pro hospital, eu não apareceria nem na porta. Não só eu né. Ninguem. Mas no meu caso o hospital me oferece pelo menos duas coisas que eu detesto: gente e gente falando.
Eu não gosto mesmo de gente por perto, respirando perto de mim. É um saco! Todo mundo pensa que eu tenho medo de bactérias e tal. Meu, eu durmo com cães na mesma cama que eu! Porque eu teria medo de bactérias em pessoas? Eu não tenho medo de adoecer, ou algo assim. Eu não gosto que elas encostem em mim porque acho o contato asqueroso! Não tem nada a ver com doenças. Tem a ver com algo que eu não gosto.
Ai, quando já pensava que não poderia piorar, as pessoas começam a falar. Papo de hospital é uma merda. É sempre doença, desgraça, morte, danação, insensatez, loucura, dor, deformidade... Pô, mas não dá pra dar um tempo não? Ou pelo menos tentar entender que quem está alí do seu lado na verdade caga e anda pras suas doenças, porque já tem o suficiente com o que se preocupar?
Ainda bem que existe o fone de ouvido!!! Eu já disse antes que tenho perdido minha audição por causa do fone? Pois é! Tô perdendo mesmo, por causa do fone e do volume 31 do mp4! Mas meu, não importa. De verdade. O prazer de se estar separado domundo, pelo menos em um dos sentidos, sem ouvir barulho, trânsito, gente! É foda! Quem será o herói que criou essa revolução tecnológica? Deveria ser feriado no aniversário desse lindo!

Olha o que eu achei! ^^
"Eles surgiram em 1919 e eram utilizados como amplificadores de rádio e telefone. Como todo aparato tecnológico, os fones de ouvido foram passando por modificações, melhoras, até chegar na década de 1930 e a Beyerdynamic criar o aparelho que conhecemos hoje. O primeiro fone de ouvido estéreo surgiu no final dos anos 50, inventado pelo artista do jazz John C. Koss. Antes de virarem febre nos walkmans, esses fones foram muito utilizados por pilotos e nas estações de rádio."

Porra... Tô num mal humor! ><

28 agosto 2011

Pô, não importa como eu estou, se estou bem, se estou feliz, se me sinto otimista. No final sempre tenho um ataque de pânico pra finalizar a situação com chave de ouro e eu ficar fodida e na merda. Pô, sério, já cansei de brincar disso! Mas que bosta!



24 agosto 2011

Hoje puxei assunto com uma estranha no ponto de ônibus!!!! \o/
Ontem passei o dia no hospital! Pra quem não sabe, o Hospital Amaral Carvalho é um hospital de referência no tratamento do câncer, e quase todo mundo aqui em Jaú tem algum envolvimento com ele. Seja porque trabalhou lá, seja porque se tratou lá, enfim...

Vou lá pelo menos uma vez por mês fazer várias coisas, consultas, exames e blá, blá, blá.

Nunca tive problemas com hospitais. Não vou dizer que amo o ambiente contaminado, mas também não odeio. Desde bem criancinha, já ficava em corredores de hospital com a minha mãe que era enfermeira, e amava a profissão. Ou seja, de tanto estar em corredores de emrgência na infância, hoje em dia tenho poucos problema com sangue e pessoas arrebentadas. Good for me!

Minha mãe trabalhou em um dos maiores hospitais do Rio na época, o Miguel Couto. Eu adorava aquele hospital! Também fiquei enfiada em vários outros hospitais por onde ela passou ao longo do tempo.

Depois que viemos pra cá e minha mãe passou muitos dos seus dias internada no Amaral, e na Santa Casa de Jaú, Depois de ter a Isis doente aqui em casa, e ter que passar muito tempo com ela em hospitais e postos de saúde, depois de levar a Rubizzzz arrebentada pro hospital várias vezes, e depois de eu mesma ter ido parar no hospital quase morrendo de tanto fumar pedra, confesso que comecei a ter certa aversão ao ambiente hospitalar, embora ainda me sinta a vontade.

Ontem passei o dia lá, e sabe que até que foi um dia proveitoso? Eu não posso dizer que estou no auge da minha saúde física e mental, e quanto mais doente eu fico, mais sinto vontade de me afastar de tudo, das pessoas, do ar livre. Tendo consciência dos problemas que posso ter se não cuidar da minha saúde, principalmente a mental, que parece comandar o resto, sei que preciso tomar muito cuidado em não me deixar levar por pensamentos depressivos e arrebatadores que façam com que eu deseje abandonar de vez este mundo. Decidi me cuidar melhor! Pelo menos preciso tentar fazer algo pra aumentar minha vontade de viver, de permanecer, de continuar lutando por uma vida mais suportável.

Tenho que tomar um eterno cuidado com depresão, porque talvez muita gente não saiba aonde uma pessoa deprimida de fato pode chegar, mas eu sei bem, e não é legal, e não quero voltar a fivar como já fiquei antes. É um fantasma eterno, mas que precisa ser combatido, caso não exista outra solução.

Agradeço ao Frater Khamus que apesar de querer ocasionalmente me esquartejar, ainda tem paciência para me ajudar a buscar a solução para tantas questões que passam pela minha cabeça! ^^




21 agosto 2011

Várias e várias vezes eu já achei que estava morrendo. Morrendo mesmo... Não metaforicamente. Achei que estava a ponto de ter um troço e cair dura sozinha em casa. Ainda não aconteceu.
Hoje estou achando de novo. Ter ataque de panico é isso ai. Um medo profundo do desconhecido. Dores e sintomas estranhos que parece, estão te levando a morte certa. Pelo menos comigo é assim. Talvez com outras pessoas seja diferente.
Pode parecer que eu estou me fazendo de vítima pra maioria das pessoas, mas creiam-me, os sintomas são bem reais quando aparecem, e dão bastante medo. Medo insano e real, ainda que todo o resto seja um pouco 'fictício'.
Hoje em dia aprendi que esses sintomas não vão me matar, se eu não me deixar levar por eles, mas é difícil. Muito dificil mesmo! Geralmente essas coisas vem como resposta a qualquer outra coisa que eu ainda não identifiquei. Um grande stress, nervosismo, insatisfação, tristeza. Qualquer coisa pode desencadear um ataque de pânico.
Estou com dor no peito. Minha cabeça está estranha. Me sinto um pouco tonta.
Um dia, talvez, esses sintomas sejam realmente uma prévia da morte, e eu fico pensando se vou saber reconhecer isso. Ou será que vou morrer mesmo aqui sozinha, esperando tudo passar, mas não vai passar.
Caso isso aconteça, eu gostaria por favor que tudo o que é meu, seja revertido para cuidar dos meus animais. É a coisa mais importante do mundo pra mim, e eu gostaria muito que todos soubessem. Eu não quero deixar eles sem nenhum cuidado, porque eles cuidaram de mim por todo esse tempo, desde que estão aqui. Eles são carinhosos e companheiros, e merecem ter um lugar feliz pra passar o resto da vida.
A Dolores já tem mais de 10 anos, e sei que ela vai sofrer muito. O sofrimento da perda é igual para os animais, se não for ainda pior, pois eles não conseguem entender a separação abrupta. A Olivia morre de medo das pessoas, e será muito estressante pra ela ser recolocada em uma casa, pois nem mesmo eu consigo encostar nela. A Branquinha é muito carinhosa. O Enoch também. Eles são bons animais e merecem de verdade uma família que cuide deles. A Calixxxto é bem próxima aos seres humanos, e pode ser amada por qualquer pessoa que goste de gatos. Todo o resto não tem importância ante o sofrimento dos meus companheiros no caso de algo me acontecer...
Geralmente quando me sinto muito mal, eu choro, e parece que algo no meu peito começa a melhorar, a ficar menos denso. Talvez eu precise chorar um pouco agora... =´[

17 agosto 2011

COMIGO NINGUÉM TEM PACIÊNCIA... u.u

V B B diz: Eu deveria fazer uma lista exata do q cada emoticon significa pra mim, e assim economizaria na hora de escrever! =D


F K diz: Tá querendo reduzir frases em imagens?

V B B diz: Nao eh legal????

F K diz: Depende. Eu quero facilitar. E vc já querendo libertinagem. Assim fica dificil. rs

V B B diz: =o Como assim libertinagem? Claro q vai facilitar. Eu escrevo 2 ou 3 frases q cada emoticon significa pra mim. Coloco ele, e vc vê qual frase se conecta melhor ao contexto! \o/

F K diz: Se vc usar emoticons no relatorio eu compro uma passagem vou ai e te esquartejo.

V B B diz: Tá bom então.... Era soh dizer nao.... u.u

15 agosto 2011

Acho que eu tô morrendo, e isso me dá medo... =[


14 agosto 2011


O melhor domingo! Aquele onde não precisamos nos preocupar em acordar cedo na segunda-feira. Amanhá é dia de Jaú, ainda que eu não entenda o motivo da comemoração. Eu não me importo mesmo em trabalhar de segunda à sexta. Quanto mais dias eu passo trancada, mais pirada eu fico, e bem, todo mundo que me conhece sabe o quanto eu posso simplesmente ficar pirada de uma hora para outra.
Hoje cedo assisti Nosso Lar, e eis que ai embaixo, clicando na foto, vai o link pra baixar caso alguem se interesse. O Mestre mandou assistir, e tudo o que o mestre mandar, feremos todos! ^^
É um filme bonito e triste, que fala de morte, ou talvez de vida, sempre. Ou de não morte. Abre caminho para vários pensamentos, várias indagações, e bem, eu simplesmente sou um poço de indagações. Ocasionalmente eu penso que não deveria me envolver tanto com qualquer coisa que me faça indagar so much!
Pensando nisso, penso em várias coisas. Meu apego material... Eu sou materialista até o osso! Não é nada do tipo, muita grana, grandes viagens, high society! É algo tipo... Lutei tanto pra permanecer viva nesse corpinho! Eu quero continuar pra sempre!!! Talvez esse não seja o pensamento mais correto de se ter, e depois de certos acontecimentos passados, creiam-me, eu tenho muito mais cuidado com meus pensamentos agora. Qualquer motivo que me faça pensar em morte, e vida após a morte, me faz, obviamente, pensar na minha mãe, e incrivelmente, no Luciano! o.O
O filme é tão legal que me dá vontade absurda de acreditar, ainda que eu não goste nada de espiritismo. Nossas idéias não são compatíveis. Sinto muito, mas...
Caso fosse verdadeiro, penso no lugar onde minha mãe, pequena e frágil foi parar, ela que seria um tipo não muito único de suicida, pois tratou de começar a se matar desde o dia que teve consciência de si mesma, creio eu. E bem, pensando nisso, penso em mim, que claro, vou no mesmo caminho dela já, a muitos anos. Me dá um tédio de tentar mudar as coisas agora eu acho... O caminho já está praticamente traçado. Ou não.
A gente gosta de pensar que é especial. Eu me acho especial de várias maneiras. Positivas e também negativas, talvez. Nada de especial no sentimento de ser especial. Infelizmente, ser comum é uma grande tristeza, mas é pra 'comunidade' que temos que caminhar. Como um gigantesco formigueiro sem nenhuma formiga, só gente, que pensa como gente, com o egoismo que as pessoas costumam pensar. Porra, mas de onde é que a gente veio pra termos as idéias mais absurdas???
Ninguém quer nada disso. A gente quer ser legal. Viver uma vida mais ou menos, e um pouco mais pra mais. Nada de sensacional mesmo. A maioria só quer é viver. Fazemos as coisas mais complexas quando na verdade, só queremos mesmo é sobreviver sem muita frescura, sem muita coisa. Aí acontecem as situações mais bizarras que nos jogam em lugares absurdos no tempo e espaço. Como Jaú!
Bom, foda-se quem não gosta do Rio! O Rio é sensacional! Foi muito bom pra mim! Se a minha infância foi um terror, minha adolescência foi quase legal, eu diria. A gente era muito descolado, bastante cool, lá na rua da feira. Um grupo grande de garotos e poucas garotas, muito, mas muito loucos mesmo, que só queriam fazer coisas! Eu era muito literária na infância, e depois conheci jovens muito cultos e inteligentes, e totalmente loucos! Bem, ao contrário do que se dizia, era possível unir drogas e inteligência, e cultura. Pelo menos naquele tempo. Claro que não dá pra entender isso nascendo e se criando aqui! O Rio tinha de tudo em relação à desenvolvimento cultural, e as drogas potencializavam aquele TUDO. Era um adendo, não era o principal. Ocasionalmente a gente ficava viciado, mas esse era o preço né? Eu era sóuma minazinha gordinha me enturmando, e começando a mostrar pro mundo que eu tinha um cérebro. Confuso, mas ainda assim um cérebro, e que funcionava muito bem! Eu estava absorvendo tudo! Jovens liberais que fazem de tudo são um perigo pra mente, e a gente queria mesmo tudo! Saudosos tempos em que eu escrevia em daily bases, e era uma bela de uma vagabundinha de 14 anos, querendo dar, dar, dar, e de fato, dando, dando, dando! \o/ Nunca tive muita culpa a esse respeito, com a graça dos Deuses! Eu queria experimentar. E bem, eu experimentei mesmo, de tudo que passou na minha frente.
Acho que muito daquilo ali serve ainda hoje pro meu julgamento do mundo a minha volta, e não sei se isso é bom ou ruim. Depois da nossa linda juventude, a maioria de nós, ou pelo menos dos que sobreviveram, porque é um fato que tinhamos a mania de morrer muito jovens, se voltaram para uma vida normal. Normalmente normal, com esposa/marido, filhos, empregos, coisas e mais coisas... Eu não sei onde eu me perdi nisso tudo. Não era pra eu também ter sido assim afinal de contas?
Não importa o quanto glorioso pode ser ter uma personalidade bizarra e única. Nada disso paga o preço de se estar sozinho no entendimento do mundo. Afinal, é tão ruim mesmo dançar pagode, ver novela, cuidar do boletim dos filhos e passar a camisa do marido? A vida de gado é ruim mesmo? Ou isso é uma desculpa dos hiperativos pra tentarmos provar que nossa vida é mais legal que a da grande maioria 'feliz'. Ou na verdade o importante não é ser feliz, é se ligar nas coisas, certo?
Conversando ocasionalmente com algumas tias, já adulta, eu soube que era uma criança bizarra. Sem graça e meio no canto. Bonitinha até, mas não cativante. E na maioria das vezes, as pessoas tinham medo de falar conosco, ou brincar, porque tinham medo das reações bizarras da minha mãe. Isso não é começar a vida com o pé direito, não é mesmo? =/
Viver nessa espécie incomum de solidão me fez pensar demais. E ai entra um adendo. Eu sempre me achei especial porque pensava demais!!! Eu achei mesmo que alguma coisa de bizarra e sensacional iria me acontecer, não necessariamente para o bem, mas enfim. Algo iria acontecer! E não aconteceu! Uma frustração né? Depois de largar o vício, efetivamente, depois de tudo e tudo e tudo, e anos de coisas loucas, eu era uma espécie de 'escolhida'. Ou como minha psicóloga dizia, Deus gostava muito de mim! Eu não duvido. Eu também gosto dele. Mas, bem, Deus gosta de todo mundo. Especiais ou não, gado ou não, as potências divinas tratam de todos nós da mesma maneira.
Eu tenho pouca fé, e hoje entendo qdo a Vivian me dizia que a fé deve ser exercitada. De fato. Hoje tenho que exercitar muito, talvez pelo descaso com ela a vida inteira. Ocasionalmente, em alguns momentos, largo tudo, tudo, fé, esperança, boa vontade, ocultismo, e passo alguns momentos sendo só uma pessoa sem nada. Aquela que o corpo vai apodrecer e pra todos os efeitos, vai fechar os olhos pra sempre, mas sabe de uma coisa? Eu sinto falta da minha fé. Sinto um vazio absurdo. Preciso de algo. Talvez seja só tapar o sol com a peneira. Talvez não exista nada. Mas e dai? Quem é que liga? Tem que ser muito macho pra passar pelo mundo vazio de tudo, e eu não sou assim. Eu gosto de ter consolo, e gosto de sentir a mão de Deus me acariciando e me amparando. É uma mão gigante, tipo a do king long, mas não peluda! ^^
Meu Deus é branco! hehehe
Muitas das coisas de hoje em dia, eu não pedi. Mas não corri delas tampouco. Se estou insatisfeita com algo, bem, eu simplesmente posso mudar de caminho. O meu caminho, infelizmente não é o caminho do meu desejo. Eu queria a vida comum, de verdade. Foda-se ser especial! Eu não preciso mais disso agora, do que precisei antes, apesar desse desejo intimo de 'fazer a diferença' que na verdade todos nós temos. Ninguem precisa. Ou melhor, os coitados talvez precisem. Ter que aparecer de alguma maneira, qualquer maneira, pra poder ser algo que se sobresaia no meio de tanta frustração! Eu tenho a vida bizarra de uma pessoa que jamais sai de casa, ou se comunica com outros pessoalmente, e cada vez fica mais dificil o envolvimento com elas. Admiro a vida em sociedade, mas não é pra mim! Ser especial, bem, isso eu já sou mesmo né? Afinal, eu sou Deus pros meus companheiros de jornada, e eu me conheço bem pra saber os meus limites, e os poderes que possuo. Agora chega! É só permanecer viva e satisfatoriamente bem pelo tempo que me resta.
Eu sinto ocasional inveja da vida comum da minha irmã, e vendo a felicidade dela, nos dias de hoje, me pergunto se é mesmo necessário se sobresair! É mesmo necessário? Ela se sobresai justamente pela felicidade da vida comum, inserida num todo, com sua família unida e simples, com problemas, esperanças e tudo mais que todos desejam, e poucos alcançam! Ela alcançou! Parabéns! Não é essa tranquilidade que todos almejam?
Morando aqui em Jaú, ainda que longe de todos, vejo algumas pessoas com uma sanha de aparecer! De ser! Uma carência de admiração alheia! Que merda heim! Falando com o Aderson outro dia, conversamos sobre como Jaú, essa pequena sociedade que não diz nada pra ninguem que está fora daqui, é apenas uma preparação pro maior. Sabiamente o Aderson comentou que aqui tudo é fácil, até ser importante é fácil. Mas e num lugar de mentes afiadas? Num lugar de desafios verdadeiros? Desde que cheguei aqui, tive muito poucos desafios intelectuais. Pouquissimas pessoas com quem conversar, ou trocar, ou simplesmente escutar. Tudo o que acrescenta, vem de fora. Talvez eu ainda não tenha dado muita sorte, e depois de várias tentativas, eu simplesmente escolhi deixar esse lugar pra lá, ainda que esteja aqui dentro. A vida da sociedade não é a minha mesmo. Não adianta tentar muito, por alguns motivos. Porque é uma experiência aterradora perceber que o que traz emoção e expectativa pras pessoas daqui não me diz nada. 96% das pessoas tem a mente fechada pra maioria das coisas que realmente poderiam me importar, e o que abre suas mentes são coisas que, bem, sei lá, nem ao menos faz sentido pra mim. Porque eu não consigo decorar o sobrenome nem da Rubita, que é uma pessoa com quem de fato me preocupo, quanto mais desse resto que não me diz nada! hahaha
Comecei falando sobre vida após a morte e terminei falando sobre vida dentro da vida. Bom, muito bom... E o mestre ainda me diz que sou monossilábica!!! ^^