Geburah shebe Netzach
Disciplina na Tolerância
Examine a disciplina de sua tolerância. A tolerância pode ser direcionada para metas produtivas e expressa de maneira construtiva.
Bondade na Tolerância
Para que algo seja tolerado é necessário que seja amado. Uma atitude indiferente ou neutra reflete-se num comprometimento apenas parcial. Se você tem dificuldade em se comprometer, examine o quanto você ama e aprecia o objeto que requer seu comprometimento. Amo meu trabalho? Minha família? Minhas escolhas? Para que a tolerância seja eficaz, é necessário que seja atenta e carinhosa. Tolerância sem amor pode ser contraproducente. Tolerância bruta pode ser entendida como rude e agressiva, o que diminui a cooperação dos outros. Por pura determinação, alguém pode freqüentemente tornar-se controlador e exigente, afastando as pessoas. Para que a tolerância tenha sucesso, é necessário uma atitude amorosa, é preciso paciência.
Nobreza na Compaixão
Examine a dignidade de sua compaixão. Para que a compaixão seja completa (e amplie os outros aspectos da compaixão), ela deve reconhecer e apreciar a soberania individual. Deve elevar a auto-estima e cultivar a dignidade humana – tanto sua própria dignidade como a dignidade do próximo beneficiado pela sua compaixão.
&&&&&
Eu cumpri essa meta sem perceber... As vezes falar a coisa certa é a coisa mais difícil, e as vezes é só falar... ^^
Compromisso na Compaixão
Para que a compaixão seja plenamente entendida, é necessário haver um vínculo, um compromisso. Isso requer a criação de um canal entre o doador e o receptor; uma mutualidade que se estenda além do momento de necessidade; um vínculo que continue a existir. Este é o mais gratificante resultado da verdadeira compaixão.
Humildade na Compaixão
Se compaixão não deve ser condescendente e pretensiosa, deve incluir humildade. Hod é reconhecer que minha habilidade de ser compassivo e generoso não me torna melhor que o receptor; é o reconhecimento e a apreciação de que criando alguém que necessita da compaixão, D’us me deu o dom de ser capaz de conceder compaixão. Desta maneira, não há espaço para arrogância na compaixão.
@@@@@@@@@@
Por algum motivo, esse foi o dia do Omer que mais me chamou a atenção. Alguma coisa aconteceu comigo quando refleti sobre os objetivos desse dia. Parece que as coisas vão acontecendo conforme as contemplações feitas no Omer, mas esse talvez tenha sido o dia mais perfeito. Ultimamente tenho reconhecido bastante minha arrogância, ainda que não consiga me livrar dela. Preciso de muito treino ainda, mas não estou desanimada.
Uma nova época está começando nos estudos, e sei que as meditações vão me ajudar a não perder o foco. Claudia me diz sempre para tomar cuidado com certas coisas que vou aprender no meio do caminho. Eu tenho que tomar mais cuidado comigo mesma eu acho. Tomar cuidado com o meu potencial de autodestruição.
Compaixão na Compaixão
Examine a compaixão na compaixão; a expressão da compaixão e sua intensidade. A verdadeira compaixão é ilimitada. Ela não é uma extensão de suas necessidades e definida pela sua perspectiva limitada. Compaixão pelo outro conquista-se ao ter uma atitude sem egoísmo, elevando-se acima de si mesmo e colocando-se na situação e na experiência do outro.
Disciplina na Compaixão
Para que a compaixão seja eficaz e saudável, necessita ser disciplinada e dirigida. É preciso discrição, tanto a quem você expressa compaixão, como na quantidade da própria compaixão. Pode-se reconhecer quando a compaixão deve ser mostrada e quando deve ser refreada ou limitada. A disciplina na compaixão é saber que ser verdadeiramente compassivo às vezes requer que se refreie a compaixão, porque compaixão não é uma expressão daquele que concede, mas uma resposta às necessidades de quem recebe.
Nobreza da Disciplina
Disciplina, bem como o amor, deve ampliar a dignidade pessoal. Disciplina saudável deve estimular a auto-estima e ajudar a extrair o melhor de uma pessoa, cultivando sua soberania. Esta expressão de disciplina não compromete a disciplina, pelo contrário, encoraja-a e a amplia.

Compromisso em Disciplina
Para que a disciplina seja eficaz deve ser entremeada com engajamento e compromisso. Tanto ao disciplinar a si mesmo como a outros, precisa haver um senso de que a disciplina é importante para desenvolver um vínculo mais forte. Não de que eu estou disciplinando você, mas que estamos fazendo isso juntos para nosso benefício mútuo.
Compaixão na Disciplina
Subjugar e administrar disciplina deve ser não apenas amor, mas compaixão também. O amor vem ao se reconhecer os méritos e qualidades positivas de alguém, ao passo que a disciplina canaliza e dirige aquelas forças e extrai o negativo.
Compaixão é amor incondicional. Significa amor apenas por amor, sem considerar a posição do outro. Tiferet é o resultado de total desprendimento aos olhos de Deus.
“Hoje são 5 dias do ômer.”
Humildade na Bondade
Você pode freqüentemente ficar “travado” no amor, incapaz de perdoar o ser amado ou curvar-se e comprometer sua posição. Hod introduz o aspecto da humildade no amor; a habilidade de elevar-se acima de si mesmo e perdoar ou ceder à pessoa que ama, apenas pelo mérito do amor, mesmo se você está convencido que está certo. Amor arrogante não é amor verdadeiro.
Compaixão, Harmonia na bondade
Harmonia no amor é algo que mescla tanto os aspectos Chesed como Guevurá do amor. Amor em harmonia inclui empatia e compaixão. O amor é freqüentemente concedido na expectativa de receber amor em retorno. O amor compassivo é dado livremente; nada espera em troca – mesmo quando o outro não merece amor. Tiferet é dar também àqueles que o magoaram. Reconhece a disciplina da Guevurá e, mesmo assim, clama por amor compassivo para todos.
Disciplina na Bondade
Amor saudável deve sempre incluir um elemento de disciplina e discernimento: um grau de distanciamento e respeito pelo outro, uma avaliação da capacidade do outro de conter seu amor. O amor deve ser moderado e conduzido apropriadamente. Pergunte a um pai que, em nome do amor, tenha mimado seu filho; ou alguém que sufoque o cônjuge com amor e não permite que o outro tenha seu próprio espaço. Amor com discrição é necessário para evitar dar àqueles que o usariam para perpetuar um comportamento negativo.
Faze o que tu queres será o todo da Lei.
Thelema pode ser vista tanto quanto uma religião, uma filosofia, uma proposta social ou a soma de tudo isso. É um sistema metafísico completo, surgido em 1904 através do recebimento do Liber AL vel Legis (o Livro da Lei) no Cairo pelo ocultista inglês Aleister Crowley. Esse livro proclama a chegada de um Novo Æon (Era) para a Humanidade. Nesse sistema, a suprema Lei é a chamada Lei de Thelema, sintetizada nos dizeres “Faze o que tu queres será o todo da Lei” e “Amor é a lei, amor sob vontade.” Estas palavras conclamam a todos ao autoconhecimento que lhes permitirá descobrir e realizar sua Verdadeira Vontade.
Esta Vontade, por sua vez, não se trata de mero desejo. A Lei não pode ser interpretada como uma licença para realizar qualquer capricho e se eximir da responsabilidade. Ao contrário, ela se refere à estrita missão de descobrir e realizar sua verdadeira natureza, que equivale à divindade dentro de cada indivíduo. Em compensação, todos os direitos que não sejam a realização dessa Grande Obra não passam de ilusões.
Dentro do pensamento thelêmico, entende–se que a razão deva ser uma ferramenta da Vontade, e que a experiência é mais importante do que a teorização. A Vontade não se baseia em fé, mas sim na experiência direta do indivíduo em seu curso de vida. Thelema não é uma proposta baseada apenas na teoria, mas sim na vivência individual, na experimentação direta e no questionamento de ideias. Enquanto a fé se baseia na aceitação plena, a certeza de Thelema se firma sobre a experiência. Nenhuma experiência deve ser descartada a priori, mas adequadamente vivida e só então analisada à luz dos resultados desejados. Ao viver apenas a teoria da vida, o indivíduo está, assim, privando–se do conhecimento de sua Vontade. A única maneira de se lidar com ela é a vivência direta da mesma, independente de dogmas ou de fé.
De todo modo, como todos estamos em processo de autoconhecimento, conflitos internos e externos são normais. A ideia do “faze o que tu queres será o todo da Lei” traz implicações éticas sérias, geralmente exploradas nos trabalhos de Aleister Crowley. Uma vez que se considera que uma pessoa não possua outro direito senão o de cumprir sua Verdadeira Vontade (AL III:60), a única ação correta é aquela que provenha desta fonte, sendo qualquer outra incorreta.
Toda ação que afaste o ser humano do cumprimento desta Vontade é uma ação restritiva e, portanto, considerada “pecaminosa”. O “pecado” assume características relativas e não absolutas. O bem e o mal são circunstâncias adequadas a cada um. Com isso, a autodisciplina e o autoconhecimento assumem importância capital: como todo ser humano tem potencial divino e é dotado de sua própria e soberana natureza, apenas através da disciplina e do conhecimento pleno de si mesmo é possível exercer essa natureza de modo perfeito e harmônico, o que inclui não restringir a Vontade alheia, uma vez que o único crime do Universo é colisão entre estrelas. Essa é a completa liberdade, incluindo liberdade moral, sexual, política e filosófica, conforme compreendida por Thelema.
Como resultado, a maioria dos Thelemitas e comunidades thelêmicas sérias promovem um ambiente de respeito mútuo, confiança e encorajamento de que cada um descubra seu próprio caminho, evitando a presunção de que qualquer um possa conhecer a Vontade do outro melhor do que ele mesmo.
A Lei de Thelema só pode ser consumada pelos esforços pessoais de cada um. De todo modo, muitos aspirantes têm um interesse genuíno por informação, assistência, companheirismo, oportunidade de troca de conhecimento com seus colegas estudantes ou mesmo de servir a humanidade. Esses aspirantes são bem–vindos à OTO.
LUIS CARLOS04/01/2011 10:04:48
"Creio que a ' Consecução ' é um simples, supremamente são, estado do cérebro humano. Não creio em milagres; não creio que Deus pudesse fazer com que um macaco, um clérigo ou um racionalista chegassem à consecução.
Eu estou tomando todo este trabalho com o relatório principalmente na esperança de que ele mostrará exatamente que condições físicas e mentais precedem, acompanham e seguem a ' consecução' de forma que outros possam reproduzir através dessas condições para aquele Resultado.
Eu creio na Lei de Causa e Efeito e eu detesto a cantiga tanto dos Supersticiosos quanto dos Racionalistas."
Aleister Crowley
João São João