12 maio 2011

Tiferet shebe Netzach

“Hoje são 24 dias que perfazem 3 semanas e 3 dias do ômer.”

Compaixão na Tolerância

A tolerância saudável, dirigida a desenvolver boas qualidades e modificar as negativas, será sempre compassiva. A compaixão da tolerância reflete a mais bela qualidade da tolerância: um comprometimento tolerante para ajudar o outro a crescer. Tolerância sem compaixão é mal dirigida e egoísta. Tolerância necessita não apenas ser carinhosa com aqueles que precisam de amor, mas também compassiva com os menos afortunados.

11 maio 2011

Geburah shebe Netzach

“Hoje são 23 dias que perfazem 3 semanas e 2 dias do ômer.”

Disciplina na Tolerância

Examine a disciplina de sua tolerância. A tolerância pode ser direcionada para metas produtivas e expressa de maneira construtiva.

10 maio 2011


Ó Cornudo das áreas silvestres,
Alado dos céus brilhantes,
Com os raios do esplendoroso sol,
Caído nos lamentos do Samhain
Eu chamo em meio as pedras erguidas
Orando para que tu, ó Antigo,
Conceda suas benção a meus ritos místicos,
Ó Senhor de fogo do Sol ígneo!

Chesed shebe Netzach

“Hoje são 22 dias que perfazem 3 semanas e 1 dia do Ômer.”

Bondade na Tolerância

Para que algo seja tolerado é necessário que seja amado. Uma atitude indiferente ou neutra reflete-se num comprometimento apenas parcial. Se você tem dificuldade em se comprometer, examine o quanto você ama e aprecia o objeto que requer seu comprometimento. Amo meu trabalho? Minha família? Minhas escolhas? Para que a tolerância seja eficaz, é necessário que seja atenta e carinhosa. Tolerância sem amor pode ser contraproducente. Tolerância bruta pode ser entendida como rude e agressiva, o que diminui a cooperação dos outros. Por pura determinação, alguém pode freqüentemente tornar-se controlador e exigente, afastando as pessoas. Para que a tolerância tenha sucesso, é necessário uma atitude amorosa, é preciso paciência.

09 maio 2011

Malkuth shebe Tiferet

“Hoje são 21 dias que perfazem 3 semanas do ômer.”

Nobreza na Compaixão

Examine a dignidade de sua compaixão. Para que a compaixão seja completa (e amplie os outros aspectos da compaixão), ela deve reconhecer e apreciar a soberania individual. Deve elevar a auto-estima e cultivar a dignidade humana – tanto sua própria dignidade como a dignidade do próximo beneficiado pela sua compaixão.



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Eu cumpri essa meta sem perceber... As vezes falar a coisa certa é a coisa mais difícil, e as vezes é só falar... ^^

08 maio 2011

Momento fugaz na noite! ^^
O amor é lindo as vezes...
Ou eu que estou ficando mole... ¬¬

Yesod shebe Tiferet

“Hoje são 20 dias que perfazem 2 semanas e 6 dias do ômer.”

Compromisso na Compaixão

Para que a compaixão seja plenamente entendida, é necessário haver um vínculo, um compromisso. Isso requer a criação de um canal entre o doador e o receptor; uma mutualidade que se estenda além do momento de necessidade; um vínculo que continue a existir. Este é o mais gratificante resultado da verdadeira compaixão.

07 maio 2011

Hod shebe Tiferet

“Hoje são 19 dias que perfazem 2 semanas e 5 dias do ômer.”

Humildade na Compaixão

Se compaixão não deve ser condescendente e pretensiosa, deve incluir humildade. Hod é reconhecer que minha habilidade de ser compassivo e generoso não me torna melhor que o receptor; é o reconhecimento e a apreciação de que criando alguém que necessita da compaixão, D’us me deu o dom de ser capaz de conceder compaixão. Desta maneira, não há espaço para arrogância na compaixão.


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Por algum motivo, esse foi o dia do Omer que mais me chamou a atenção. Alguma coisa aconteceu comigo quando refleti sobre os objetivos desse dia. Parece que as coisas vão acontecendo conforme as contemplações feitas no Omer, mas esse talvez tenha sido o dia mais perfeito. Ultimamente tenho reconhecido bastante minha arrogância, ainda que não consiga me livrar dela. Preciso de muito treino ainda, mas não estou desanimada.

Uma nova época está começando nos estudos, e sei que as meditações vão me ajudar a não perder o foco. Claudia me diz sempre para tomar cuidado com certas coisas que vou aprender no meio do caminho. Eu tenho que tomar mais cuidado comigo mesma eu acho. Tomar cuidado com o meu potencial de autodestruição.

06 maio 2011

Netzach shebe Tiferet

“Hoje são 18 dias que perfazem 2 semanas e 4 dias do ômer.”

Tolerância na Compaixão

Minha compaixão é tolerante e consistente?
É confiável ou caprichosa?
Ela prevalece entre as outras forças de minha vida?
Tenho a capacidade de ser compassivo mesmo quando estou ocupado com outras atividades ou apenas quando me convém?
Estou disposto a levantar-me e lutar por alguém?

05 maio 2011

Tiferet shebe Tiferet

“Hoje são 17 dias que perfazem 2 semanas e 3 dias do Ômer.”

Compaixão na Compaixão

Examine a compaixão na compaixão; a expressão da compaixão e sua intensidade. A verdadeira compaixão é ilimitada. Ela não é uma extensão de suas necessidades e definida pela sua perspectiva limitada. Compaixão pelo outro conquista-se ao ter uma atitude sem egoísmo, elevando-se acima de si mesmo e colocando-se na situação e na experiência do outro.

04 maio 2011

Geburah shebe Tiferet

“Hoje são 16 dias que perfazem 2 semanas e 2 dias do ômer.”

Disciplina na Compaixão

Para que a compaixão seja eficaz e saudável, necessita ser disciplinada e dirigida. É preciso discrição, tanto a quem você expressa compaixão, como na quantidade da própria compaixão. Pode-se reconhecer quando a compaixão deve ser mostrada e quando deve ser refreada ou limitada. A disciplina na compaixão é saber que ser verdadeiramente compassivo às vezes requer que se refreie a compaixão, porque compaixão não é uma expressão daquele que concede, mas uma resposta às necessidades de quem recebe.

03 maio 2011

Chesed shebe Tiferet

“Hoje são 15 dias que perfazem 2 semanas e 1 dia do Ômer.”

Bondade na Compaixão

Examine o aspecto amor da compaixão.

02 maio 2011

Malkuth shebe Geburah

“Hoje são 14 dias que perfazem 2 semanas do Ômer.”

Nobreza da Disciplina

Disciplina, bem como o amor, deve ampliar a dignidade pessoal. Disciplina saudável deve estimular a auto-estima e ajudar a extrair o melhor de uma pessoa, cultivando sua soberania. Esta expressão de disciplina não compromete a disciplina, pelo contrário, encoraja-a e a amplia.

01 maio 2011



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Então né... Tô amando. Não tô gostando, ou afim, ou querendo dar, ou querendo ficar. Tô amando mesmo!!!
Isso é muito bizarro, de diversas maneiras, mas nem é ruim. Acontece ocasionalmente, e com o tempo tenho aprendido a gostar de gostar, e não é mais a crise que costumava ser na adolescência.
As pessoas acham tão bizarro eu estar amando, que me falam as coisas mais doidas!!! Me dão conselhos que eu mesma não entendo se é pra ser seguido! rs
No geral todos acham que eu devo revelar meu amor e tentar uma união! Mas eu não acho isso muito provável. Eu estava explicando pro Marcos que quando eu gosto de alguem, eu não preciso ser correspondida. É um sentimento meu, particular, que não faço questão de dividir.
A maior parte das pessoas acha que amor e relacionamento tem de estar juntos, mas eu não concordo muito. Pelo contrário. Acho que na maior parte das vezes o relacionamento e a convivência acabam transformando o amor. Bem, mas ai talvez não seja amor...
Sei lá... Eu não tenho muita experiência nessas coisas, na verdade. É uma situação onde eu não me sinto confortável.
É bom gostar de alguem. Muito bom mesmo, mas não é uma coisa que acontece sempre comigo, o que de certa forma me causa uma inveja das pessoas que conseguem simplesmente gostar de maneira tão fácil, o que pra mim custa tanto.
Eu não consigo deixar de analisar, ou pensar o tempo todo, e gostar de uma pessoa, ou melhor, amar uma pessoa, me faz analisar ainda mais tudo o que envolve o sentimento, e a pessoa, e tudo tudo! Ou seja, amar, e continuar a amar é uma vitória, depois de pensar tanto.
Eu não acho que meu grande amor vá virar um relacionamento um dia... Eu não tenho essa intenção. Eu não acho que o fato de gostar tanto de alguem garanta o sucesso de um relacionamento, porque o sentimento não pode superar o fato de que as pessoas são super estranhas e costumam me deixar desconfortável. Tudo bem! Eu já me toquei de que isso é um problema comigo, e não com os outros! Enfim...
Espero aproveitar esses momentos de estar amando... É tão bom estar sentindo algo por alguem, e aquele frio na barriga de quando vc vê e fala com a pessoa, e como dá uma tristeza quando se é ignorada... É bom sentir que eu tenho sentimentos que nem todo mundo, e que eu não sou que nem uns e outros pensam, como se eu não tivesse sentimentos, ou fosse fria demais. Eu também consigo gostar!! ^^
Tenho até mesmo dado suspiros ocasionais por ai... rs Isso não é mesmo sensacional???? =D

Yesod shebe Geburah

“Hoje são 13 dias que perfazem 1 semana e 6 dias do Ômer.”

Compromisso em Disciplina

Para que a disciplina seja eficaz deve ser entremeada com engajamento e compromisso. Tanto ao disciplinar a si mesmo como a outros, precisa haver um senso de que a disciplina é importante para desenvolver um vínculo mais forte. Não de que eu estou disciplinando você, mas que estamos fazendo isso juntos para nosso benefício mútuo.

30 abril 2011

Hod shebe Geburah

“Hoje são 12 dias que perfazem 1 semana e 5 dias do Ômer.

Humildade na Disciplina

Os resultados da disciplina e poder sem humildade são óbvios. As maiores catástrofes ocorreram por causa de pessoas que julgaram outras com arrogância.

29 abril 2011

Netzach shebe Geburah

“Hoje são 11 dias que perfazem 1 semana e 4 dias do Ômer”.

Tolerância à Disciplina

Disciplina eficaz pode ser tolerante e persistente.

Eu não entendo o motivo das pessoas terem tantos filhos. Talvez porque quando elas percebem a puta frustração e compromisso que é ter um filho, que na maioria das vezes é birrento, manhoso, mal criado, feio, sem graça, burro, ela resolvam que devem tentar de novo, e tentar, e tentar, e tentar...
Eu não consigo entender a graça de uma criança! Eu não consigo achar lindo e glorioso. Neste pequeno planeta que habitamos existem quase 7 bilhões de pessoas! Eu simplesmente não consigo entender porque diabos as pessoas continuam se reproduzindo sem parar!! Parece até que o sexo é tão legal, mas tão legal, que elas resolvem que uma punição é justa pelo prazer magnifico que recebem na hora do ato sexual! Só que essa pequena punição acaba vindo na forma de um pequeno ser humano totalmente dependente, sem nenhum tipo de autonomia, que vai crescer pra se transformar num adulto ruim! Um adulto pior! Porque se tem uma coisa que o ser humano sabe fazer, é evoluir pra trás! Ou seria desevoluir?
E essa pretença inocência infantil?? Não existe inocência em uma criança! Uma criança é o mais puro exemplo de sobrevivência a todo custo, desde sua aparência até sua selvageria na convivência com iguais! A maneira de questionar autoridade, coisa que alias, acontece em qualquer matilha de lobos, onde o mais novo desafia o mais velho até conseguir subjuga-lo totalmente, e o joga a margem de seu grupo.
Inocência??? Sei...

28 abril 2011

Sem perder muito tempo pra dizer que perdi muito tempo... Aconteceu uma coisa engraçada. Uma pessoa me falou algo fingindo ser positivo, mas com energia, e talvez intenção negativa, e tudo desandou... Estranho... Uma pessoa de poder, com certeza.
A questão é: foi intencional ou não? De qualquer maneira agora eu tenho entendido bem a questão da proteção. De certa maneira, quando você se expõe pra várias coisas novas, você também abre portas pra coisas desse tipo.
Voltei pro caminho hoje, que eu acho que é o que importa. Sem mais tempo perdido!

Tiferet shebe Geburah

“Hoje são 10 dias que perfazem 1 semana e 3 dias do Ômer.”

Compaixão na Disciplina

Subjugar e administrar disciplina deve ser não apenas amor, mas compaixão também. O amor vem ao se reconhecer os méritos e qualidades positivas de alguém, ao passo que a disciplina canaliza e dirige aquelas forças e extrai o negativo.

Compaixão é amor incondicional. Significa amor apenas por amor, sem considerar a posição do outro. Tiferet é o resultado de total desprendimento aos olhos de Deus.

27 abril 2011

Geburah shebe Geburah

“Hoje são 9 dias que perfazem 1 semana e 2 dias do Ômer.”

Disciplina na Disciplina

Realmente, esses ultimos dois dias foram foda! ¬¬
Além de eu ter prometido me esforçar para não perder os dias, eu de fato perdi... ¬¬
E estou empacada nas monografias!
Tem alguem me amarrando de alguma maneira?
E tem mais coisas que eu preciso saber, não que isso faça diferença. Mas eu preciso mesmo assim. Não que mude qualquer coisa. Eu só gosto de saber o que me concerne.

26 abril 2011

Chesed shebe Geburah

“Hoje são 8 dias que perfazem 1 semana e 1 dia do Ômer.”

Bondade na Disciplina

25 abril 2011

Malkuth shebe Chesed

“Hoje são 7 dias que perfazem 1 semana, do ômer.”

Nobreza na Bondade

24 abril 2011

Yesod shebe Chesed

“Hoje são 6 dias do ômer.”

Compromisso na Bondade

23 abril 2011

Hod shebe Chesed

“Hoje são 5 dias do ômer.”

Humildade na Bondade

Você pode freqüentemente ficar “travado” no amor, incapaz de perdoar o ser amado ou curvar-se e comprometer sua posição. Hod introduz o aspecto da humildade no amor; a habilidade de elevar-se acima de si mesmo e perdoar ou ceder à pessoa que ama, apenas pelo mérito do amor, mesmo se você está convencido que está certo. Amor arrogante não é amor verdadeiro.

Hoje conversei com o Mestre sobre a Sephirah ha Omer, e falamos sobre a 'missao' do 5° dia, Hod shebe Chesed, que é engolir o orgulho e se reconciliar com uma pessoa querida com a qual me desentendi. Eu nao consigo.
Pensei em 3 pessoas:
Primeiro no Adriano, que é com quem eu me importo e gosto mais, mas me sinto mal de me reconciliar, ou pedir desculpas, sabendo q eu não sou a culpada pelo desentendimento. Na verdade ele chegou a falar comigo, e da maneira dele falou o que queria, e talvez devesse ter ficado tudo certo. Mas não ficou. Claro que eu não perdoei, se é que ele pediu perdão nessa conversa. Eu sou arrogante, e agressiva. E me sinto puta quando percebo que as pessoas que considero importantes simplesmente não devolvem o meu afeto, ainda que de fato afeto não seja uma moeda de troca, e o amor não seja uma obrigação. Talvez porque eu divida meus sentimentos com pouquissimas pessoas, e me magoe não ser correspondida. Eu sou fraca também.
A segunda pessoa é uma conhecida para quem eu falei um monte de merda esses dias, mas q é gente boa, porem extremamente desprovida de inteligencia, e me incomoda me reconciliar com ela, porque eu sou muito arrogante. Me sinto superior. Ninguem tem a obrigação de ver com os meus olhos, e aceitar minha maneira de ver o mundo. Eu sei disso. Não tenho dúvidas. Sei o que é estar numa rua sem saída, sem opções, e os problemas se acumularem, e ainda assim pessoas 'perfeitas' se aproximarem para fazer o julgo. Sabendo disso, é muita arrogância e falta de humanidade da minha parte me colocar nesse papel.
A outra eh minha amiga simone. Mas ela provavelmente nem sabe que eu parei de falar com ela, ou melhor, que não tenho mais intenção de voltar a falar com ela, e a retirei da minha vida da mesma maneira que ja fiz antes com pessoas que gostava muito. Nãoo sinto que seja bom pra mim ter contato com uma pessoa de acordo apenas com a necessidade dela, e quando eu preciso, ou sinto saudades, ela nunca esta disponivel, e só nos falamos de acordo com a vontade dela de falar comigo. entao decidi que não ia mais procura-la, e q caso ela me procurasse eu diria que não tenho mais interesse na amizade. Na verdade meu sentimento por ela mudou e está acabando... Eu nao me importo mais com ela.

O caso é que eu nao pretendo me reconciliar com nenhum deles, e quanto mais eu penso nisso, mais eu vejo que me sentiria fraca se o fizese. Eu sei que é uma demosntração de força conseguir engolir o orgulho, admitir o erro, mas eu nao consigo. Eu ainda não estou preparada, e acho que falta trabalhar bastante meus defeitos.
Quando comecei a estudar ocultismo, de maneira geral tinha a mesma visão da maioria das pessoas. Algumas palavras e intenções específicas me dariam poder para conseguir algumas coisas com certa facilidade. Eu não imaginei que o poder está não apenas no poder em si, mas principalmente no auto controle e auto conhecimento do mago. A tentativa de se aperfeiçoar dentro de nosso contexto humano é muito importante, pois pra isso acontecer é necessário se conhecer bem, e enxergar seus defeitos, aceita-los e ter a vontade real de muda-los.
Também sinto um certo medo de fazer isso apenas por vaidade, ou para alcançar um objetivo maior, o que seria impossivel. O objetivo não se alcança trilhando por um caminho de falsidade.

22 abril 2011

Analisando o 4° dia do Omer - Netzach shebe Chesed, sei que hoje eu errei. Não tive tolerância. Acabei sendo arrogante. Depois pensando bem, eu não sei se existe amor. Eu tenho um forte instinto de sobrevivência. Não sou tolerante com a fraqueza...
De pouco tempo pra cá tenho me deparado bastante com o fato de eu ser uma carioca no meio de paulistas, ou de existir um certo ódio platônico entre Rio e São Paulo. Eu de fato sempre escutei esse tipo de coisas, mas como carioca que sou, e tendo conhecido diversos paulistas vivendo no Rio, nunca imaginei que essa 'implicância' fosse mesmo real... Todos os paulistas que conheci sempre viveram em harmonia no Rio, e acho que poucos tem o que reclamar do tratamento recebido na cidade maravilhosa. Eu sempre senti um certo recalque dos jauenses em relação aos cariocas e à cidade em si, mas era o recalque de quem não conheceu nada do Rio, e que nunca chegou sequer perto, ou só teve experiencias mediadas pelo Jornal Nacional.

Eu não costumo ficar muito chateada com essas coisas, ou realmente ficar um pouco chateada, ou mesmo me chatear, porque me parece bizarro alguém odiar o que não conhece, embora eu possa entender falta de empatia, ou medo, ou qualquer outra coisa.

Ódio já acho estranho até pra quem, ou o que se conhece.

Enfim...

Eu gosto de ser carioca, e eu amo muito o Rio! É uma cidade perfeita, ou foi, eu deveria dizer, para se crescer e passar por todas as aventuras possíveis, com tudo mais ou menos perto, ônibus a noite inteira, e comunidades que desde que eu me entendo por gente, estiveram de braços abertos para acolher a nós, as crianças do asfalto. As cariocas e as paulistas, inclusive!

Eu não sei se minha infância seria melhor, ou pior, ou sei lá, mas talvez fosse bastante diferente, porque é um fato que os cariocas e os paulistas são diferentes.

Acho chato, ainda que não me atinja, ouvir as pessoas falando que cariocas não trabalham. E será que essas pessaos acham que nós vivemos de que?????

Sem trabalho não tem pão na mesa. As praias que etão esperando por quem quiser frequenta-las estão lá 24/7, mas a verdade é que poucas pessoas podem estar lá todos os dias, ou até mesmo todos os finais de semana. Esse pessoal que tem sorte, grana e berço sim, pode passar a vida na praia. Nós, meros mortais pobres, suburbanos e assalariados, enfrentamos o trânsito e o engarrafamento da manhã pra defender o pão de cada dia, e isso me parece tão óbvio, mas TÂO ÓBVIO!!!, que eu não consigo entender de onde é que as pessoas tiram essas ideias de que quem mora na praia vive na praia.

Eu já fui chamada de vagabunda a certo tempo atras, pelo fato de ser carioca. E por uma pessoa que costumava ter muita consideração. Não exatamente fui taxada como vagabunda, mas claro, se vc escuta de alguem que toda mina carioca é funkeira e piranha, vc, como mina carioca que é, pode se incluir nesse meio, certo? Talvez seja paulista demais concluir que atrás do sotaque arrastado de um carioca, existe gente tão comum, tabalhadora, espertinha, obtusa, pobre, rica, confusa, tentando ser feliz, lutando pra vencer a tristeza, brigando pra alimentar os filhos, suando pelas contas, como qualquer outra pessoa em qualquer outro estado, em qualquer outro pais... enfim...

Esses dias ouvi mais coisas estupidas sobre como as pessoas pensam que os cariocas se comportam, ainda que nunca tenham morado lá, ou conhecido a fundo um carioca, e essas coisas me preocuparam de certa maneira. Eu não me acho uma espertalhona tentando tirar vantagem de tudo, explorando outros pra me dar bem. Pelo contrário. Eu trabalho de verdade. Chego cedo, pago as contas, corro atras. Minha irmã então, nem se fala. Eu sei do que ela é capaz se houvesse a necessidade de sustentar seus filhos sozinhas, e com orgulho tenho que dizer que ela se comportaria como uma boa carioca, e jamais deixaria que nada faltasse a eles, e sim, com trabalho e esforço ela faria o que fosse necessário pra alcançar seu objetivo.

Acho que o principal problema dessa certa invejinha das pessoas pode ser explicada. Pra começar, quem conhece São Paulo? As paisagens mais conhecidas no mundo são as que se encontram em estados que os paulistas insistem em esnobar, ou maldizer, ou odiar. Odeiam bahianos, cariocas, pernambucanos, bla, bla, bla... E odeiam com uma propriedade!!! São os arianos brasileiros eu diria... rs

Antes eu costumava zuar e dizer que não gostava de nordestinos e bla bla bla, mas eu nunca tinha me tocado da extenção do ódio das pessoas! No Rio a gente pode brincar com pretos, brancos, mulatos, nordestinos, cearences, bahianos, suburbanos, ou com o pessoal da zona sul, e eles podem devolver todas essas brincadeiras pra gente, sem que pra isso você tenha que aumentar suas chances de rugas e úlcera com ódios sem sentido. Realmente, eu tenho que dizer isso. O povo carioca é muito gente boa... As pessoas que estão lá são apenas tratadas como nós mesmos nos tratamos, sem diferença pra melhor ou pra pior.

Talvez esse seja também um motivo pra inveja.

Só quem é carioca sabe que os cariocas têm um orgulho impar pela cidade do Rio de Janeiro. Um puta amor inexplicável!!! Dificilmente quem mora lá por algum tempo não sente o mesmo amor!! A gente tem uma identidade única, e tudo o que nos faz lembrar de maneira positiva da nossa cidade, nos faz inflar de orgulho! O Rio é mesmo maravilhoso! Simpático, bonito, generoso.

Com problemas claro. Não somos cegos! Sujeira, violência, poluição, crime organizado, milicias. Tudo isso e mais um pouco, e ainda assim, as pessoas continuam querendo visitar o Rio, e quem sai de lá, pra sempre tem saudade de casa. Lá sempre vai ser minha casa...

Quando eu era pequena, o gerente da boca de fumo do morro que ficava bem atras da minha casa sempre me dava um caramelo de leite nestle quando descia da boca pra conferir a rua, e ia até o bar tomar alguma coisa. Ele me conhecia, conhecia minha família, meu pai. Ele conhecia a vizinhança e protegia a vizinhança, e foi um suburbio muito legal de se crescer...

Com o tempo claro que tudo mudou... Hoje esses criminosos românticos sumiram, mas a alma carioca continua lá! Essa identidade carioca continua lá!

Eu estava vendo L.A. Ink hoje, e vi uma pessoa falando sobre o amor por Los Angeles, e de como essa cidade tem sua própria identidade, e como seus habitantes tem orgulho de ser de lá. Ele falou como queria mostrar aquilo através da tatuagem, e eu identifiquei com o Rio na hora!! Todo carioca ama mais do que o Rio de Janeiro, o fato de ser carioca! Orgulho total de ser carioca! De ser chamada de carioca!! Isso é tão presente, que eu até começo a entender essa 'falta de amor' paulista, por uma cidade e um estado frios e grandes. Distante de várias maneiras, e que acaba ensinando seus habitantes a serem tão distantes também.

Eu nunca me achei diferente de paulistas, ou paranaenses, ou acreanos, ou amazonenses, ou cearences, até que jogaram isso na minha cara quando vim morar no estado de São Paulo... Eu era igual a todos. Eu sempre achei que todos tinham o mesmo orgulho de suas casas, que eu sempre tive e tenho da minha. Mas agora, de um tempo pra cá, acho que aqui não tem orgulho. É só inveja mesmo... =[
Netzach shebe Chesed

“Hoje são 4 dias do ômer.”

Tolerância na Bondade



Meu amor é tolerante? Meu amor suporta reveses e contratempos? Concedo amor e seguro amor dependendo de meus humores ou sou constante, independente dos altos e baixos da vida? Tenho boa vontade em trabalhar meus relacionamentos e lutar pelo amor que tenho? Meu amor tem espírito e valor? Posso ser confiável, tanto nas horas boas como nas más?

21 abril 2011

Tiferet shebe Chesed



"Hoje são 3 dias do ômer.”


Compaixão, Harmonia na bondade


Harmonia no amor é algo que mescla tanto os aspectos Chesed como Guevurá do amor. Amor em harmonia inclui empatia e compaixão. O amor é freqüentemente concedido na expectativa de receber amor em retorno. O amor compassivo é dado livremente; nada espera em troca – mesmo quando o outro não merece amor. Tiferet é dar também àqueles que o magoaram. Reconhece a disciplina da Guevurá e, mesmo assim, clama por amor compassivo para todos.

20 abril 2011

Geburah shebe Chesed

“Hoje são 2 dias do ômer.”

Disciplina na Bondade

Amor saudável deve sempre incluir um elemento de disciplina e discernimento: um grau de distanciamento e respeito pelo outro, uma avaliação da capacidade do outro de conter seu amor. O amor deve ser moderado e conduzido apropriadamente. Pergunte a um pai que, em nome do amor, tenha mimado seu filho; ou alguém que sufoque o cônjuge com amor e não permite que o outro tenha seu próprio espaço. Amor com discrição é necessário para evitar dar àqueles que o usariam para perpetuar um comportamento negativo.

19 abril 2011

Chesed shebe Chesed

“Hoje é 1 dia do ômer.”

Bondade na Bondade

Examine o aspecto amor do amor: a expressão do amor e seu nível de intensidade. Todos têm a capacidade de amar em seu coração.

A questão é se e como o tornamos real e o expressamos.

16 abril 2011

Caramba... Agora que me toquei que sonhei uma coisa que eu queria muito que acontecesse!! Foi um sonho rápido durante um cochilo da tarde, e agora, passando pela foto de uma determinada figura me lembrei!!!! o.O
Tô morrendo e meus pulmões estão parando de funcionar, mas pelo menos não perdi o humor... =[

ॐ V B B diz:
to morrendooooo =[

Vinicius diz:
que merda heim

ॐ V B B diz:
na verdade nao... a vida nada mais é do que o prenuncio da morte e uma preparação para ela....
mas mesmo assim to morrendoooo
mmmmmmmmmmmmmmmmmm
aiaiaiaiaiiiiiiiiiiii
meus dentes doem...
todos eles... =[

14 abril 2011

Um ano... =´[


From the family of Peter Steele

April 14, 2011

It is with great emotion, continued heartache and collective sorrow that the family of Peter Ratajczyk (Steele) remembers that on this day, only a year ago, we lost our only brother. To the world he was an acclaimed songwriter, lyricist, musician, artist, and singer; to us he was the heart of the family and love of our life.

While battling many demons in his life, he poured out his emotions in lyrical creations that would make you cry, scream or laugh. Along with hallowed music, Peter had that ability to translate love, hate, fear and sorrow into music notes that could bring even the strongest man to his knees in acknowledgment of his feelings. From his musical legacy we learned to feel and express deep-pitted emotions with a driving beat and strong voice, crying the very words we wish we could utter.

But it was the fans that understood Peter the most. It was the fans who understood his self-depreciating humor, his love of a good joke (even when it was at his expense), his playful on-stage persona, and his sarcastic, analytical way of looking at the world that only Peter could put into words.

The family thanks the adoring fans, the long-time friends, the amazing musicians that have graced Peter's presence and the photographers and artists who have captured his likeness and beauty for every kind word, offered prayer, beautiful letter, gracious hug, and a bounty of support during this horrendous time. You know who you are and we will always embrace you for it.

In the past few months a couple of writers tried to dishonor Peter's legacy by concentrating on his failings and mistakes rather than honoring him for the weight he bore for us all. Please remember these wonderful things about Peter: his genius for writing music & lyrics, his gifted orchestration, his artistic design of album covers, performance backdrops, and inventive printing fonts and logos; his magnetic ways with the audience and fans; his talent for words and languages; his insatiable desire to study science, engineering and war strategy; his love of animals and children; his way of making everyone feel more important than himself; and his generosity and gentlemanly ways.

We encourage everyone who was ever touched by Peter Steele to tell the world about their feelings. We thank you for standing up and acknowledging our brother with the respectful and dignified tributes that a man of his talents, abilities and accomplishments deserves.

Thank you,
The Family Of Peter Ratajczyk Steele

11 abril 2011

V B B diz:
po, tava tentando ouvir a radio, mas a caixinha nao quer funcionar. aqui eh uma crise. minha chefe gosta de axe... ¬¬

Arcade diz:

AHUhaHAUhuahUHAhahAHh. axé é osso

V B B diz:
huauhauhauuahuauuahuahuauh a melhor definição pra axé que eu já vi!!!! \o/

08 abril 2011

Quem diria que ontem comecei a noite chorando tanto...
Achei o Jeferson no FB e conversei durante muito tempo com ele, e matamos as saudades e falamos da nossa linda juventude na Cruz e Souza. Lembramos, e analisamos nossa carioquice, sentimos saudades, conversamos... Eu sinto tanta tanta saudade de casa... Aqui nunca vai ser meu lar, assim como nenhum outro lugar poderá ser, mas sim, o Rio é o lugar mais próximo de um lar que eu posso conceber...
De um tempo pra cá tenho lembrado de tantas coisas, e fico pensando que tudo poderia ser tão diferente caso eu não tivesse vindo acabar aqui... Nunca gosto de pensar no que poderia, mas acho que entre tantas coisas, esses pensamentos acabam se tornando recorrentes. É sim. Como seria se eu não tivesse vindo pra cá? Talvez minha mãe ainda estivesse viva. Talvez eu nunca tivesse fumado a primeira pedra. Nunca teria errado comigo mesma tantas vezes. Conjecturas, claro...
Eu queria uma familia. Ser sozinha é de fato a pior coisa que pode acontecer a alguem. Todos sempre falam que eu poderia ter filhos, poderia casar. Vou achar um companheiro. Vou ser feliz feliz feliz. Não, não é nada disso, e ninguem entende... Quando eu digo que queria uma familia, queria minha mãe de volta. Ainda que psicotica e violenta, queria ela de volta. A única pessoa no mundo com quem eu me sentia confortável, mesmo estando desconfortável. A que me conheceu antes de tudo. As outras pessoas são só estranhos...
Muitas vezes eu já falei que a morte da minha mãe foi uma das melhores coisas que me aconteceu, e realmente, essa morte me fez dar um passo à frente. Me fez entender o que de fato significava independência, lutas, vida. Mas eu abriria mão de tudo isso por ela ao meu lado, e uma parede entre esse sentimento horrivel de não pertencer a nada, a ninguem, e a lugar nenhum.
Patético.
Talvez com o tempo eu tenha desenvolvido uma espécie de sindrome de Estocolmo em relação à minha mãe. Ela foi meu algoz, mas foi um porto de fato seguro por tanto tempo, e sem ela, praticamente tudo ficou desfocado.
Eu não me engano achando que estou falando essas palavras no auge da minha saúde mental, mas quem liga de verdade pra parecer louco ou não, se nesse meio tempo puder pelo menos, se não se sentir feliz, se sentir segura. Ter uma mão estendida... Ter alguem ali por você. É tão triste se levantar sozinho, no meio de todo o turbilhão de coisas que passam pela minha cabeça agora...
Eu nunca fui feliz. Engraçado pensar nisso agora, porque ao olhar pra tras, vejo que tantos e tantos erros transformaram minha vida num amontoado de situações tristes, aterrorizantes, no meio de um caos absoluto e com muito medo sempre, e no entanto, eu sinto falta dos meus carcereiros. Agora que eu não preciso mais aturar a vida daquela maneira, eu podia ser livre! Teoricamente o mundo está aos meus pés e eu posso ir pra qualquer direção que eu quiser, e no entanto, eu só quero ficar aqui dentro trancada, sozinha. Depois de tanto tempo assim, claro, estou ficando perturbada...
Eu tenho andado muito triste. Ao mesmo tempo que consegui alcançar algumas conquistas, parece que perdi tantas coisas, pessoas... Todos os que passaram, fatalmente sumiram, foram embora. Eu já cheguei a lamentar muito isso no passado, mas hoje em dia eu só aceito. Não quero mais brigar, nem me descabelar, nem sentir rancor. Eu só preciso mesmo é de um pouco de paz de espirito... Talvez um dia eu tome coragem e vá embora também, mas sabe de uma coisa? Eu não teria pra quem contar essas minhas conquistas. Esses dias me peguei pensando nisso... Queria ter alguem pra poder contar que coisas boas ainda podem acontecer, e que coisas ruins acontecem o tempo todo, mas não tinha ninguem do lado. Ninguem por perto pra escutar. Perceber isso deve ter me causado a mesma sensção de ter levado uma paulada na cabeça, porque foi tão chocante!! Me causou tanto espanto perceber que eu não tenho ninguem próximo!! Eu estou cada vez mais distante das pessoas, das coisas comuns. Parece que tudo está ficando esquisito, e muito muito cinza.
Hoje eu fui em uma escola palestrar sobre tratamento de água, e no meio de todas aquelas crianças me lembrei de mim mesma. Nunca consegui ter uma sensação boa ao me lembrar da infância, e me senti aterrorizada em tentar imaginar quantas daquelas crianças não estariam voltando pra uma casa como a minha, cheia de rancor, raiva e medo. Que daqui a muitos anos, algumas delas também vão estar sentadas sozinhas, imaginando onde mesmo que perderam o controle de tudo o que se passou, e desejando tão ardentemente que alguma coisa simplesmente as resgatem disso tudo! Pra que elas não percam a esperança!! Que algo incrivel desça do céu e transforme a vida delas em algo suportável, como eu mesmo desejo tanto agora, e no fundo eu sei, e todo mundo sabe, que não vai acontecer... Não vai aparecer... É só isso mesmo o que a gente tem...
Não tem mais nada lá fora não é mesmo? Não vai aparecer um salvador, acontecer um milagre. A alegria verdadeira não vai voltar... Vão ser só alguns pequenos momentos nos quais se agarrar, e rezar ardentemente que eles durem o máximo possível, pra gente não ficar louco de vez...

07 abril 2011

Deusa....
Me dê compreensão. Que eu tenha entendimento para compreender todas as coisas pelas quais eu tenha que passar. Me faça ser mansa. Que eu aceite sempre. Que eu não me revolte jamais...
Que acima de todas as coisas eu consiga sempre aceitar com mansidão as lições que me atingirem... Que eu consiga achar os motivos certos, e que eu perdoe sempre sempre. Que eu tenha o entendimento necessário para me colocar no lugar das pessoas. Que eu nunca perca o foco. Que o mau não me alcance. Que eu não caia.
Mas caso eu caia, por favor, que eu possa estender a mão e ter seu apoio... Que minhas largimas tenham sempre razão e sentido, mas por favor, que eu não derrube tantas que ache que simplesmente nada mais vale a pena.
Que eu consiga ser generosa, que eu consiga ser humana, e sempre seja uma boa companheira para meus companheiros animais.
Que minha tristeza não seja tão grande. Mas se for, que eu simplesmente consiga continuar...
Por favor, me livre do medo. Me dê coragem pra lutar quando o medo for tão grande que eu ache que o melhor é desistir de tudo, e que eu nunca nunca desista... Que eu consiga me levantar. Que eu saiba que vou lutar sozinha e não me revolte com isso...
Faça com que sua presença seja sentida, pra que eu saiba que ainda que todos falhem, você está comigo sempre, assim como sempre esteve. E não deixe minha fé falhar por favor, mesmo nos momentos em que ela de fato falha... Que eu consiga aceitar as mudanças e com fé e força reverta todas elas para coisas boas pra mim...
Que as pessoas vejam mais do que meu exterior, se for possivel, mas se não for que eu consiga dentro de mim consolo pra tantas frustrações...
Que eu nunca seja tão fria a ponto de ignorar as pessoas que eu amo, como já fiz no passado, mas caso isso aconteça, que eu entenda a lição, e tire proveito...
Tire qualquer ódio da minha cabeça e do meu coração, e que eu não tenha inveja do amor dedicado aos outros e de suas familias, apenas porque eu não tenho uma familia pra me amar também...
E me ajude pro favor... Me ajude de fato, porque eu sei que preciso de toda ajuda que conseguir nos momentos em que existe um desespero tão grande em mim que simplesmente tudo o mais some, e eu só consigo ver o pior, porque eu sou apenas uma pessoa com tantas falhas, e tão fraca a maior parte do tempo...
Que eu consiga me aproximar do Divino, e que minhas buscas não sejam em vão...
Que eu saiba minha responsabilidade sobre os mais fracos, e não fuja delas jamais...
Que eu uso meu poder sempre pro bem. Sempre sempre pro bem. Que eu use meu poder para a cura. Que eu não deixe de buscar a cura e que meu objetivo esteja sempre a minha frente...

02 abril 2011

No dia 31 de Março a Rubiz foi embora de Jaú, pra morar em outra cidade com a namoradinha dela. Fiquei feliz de verdade pela mera tentativa de tentar melhorar a vida. De se animar na tentativa de fazer as coisas seguirem de maneira diferente.
Entretanto...
Fiquei imensamente triste. A Rubiz é a coisa mais próximo de uma família que eu tenho, por diversas razões. Por tudo o que passamos juntas, e pelo companheirismo de todos esses mais de 10 anos juntas. Sem contar que eu realmente gosto dela, independente dela ser uma vacilona ocasional...
Na quinta-feira, dia em que ela viajou, eu surtei e chorei por umas 3 horas seguidas me sentindo miseravelmente só. Tive sorte da atenção dispensada pelo mestre Khamus, e azar por ter que ouvir várias outras pessoas 'sensíveis' demais me falando idiotices e fingindo que entendem perfeitamente a situação. Eu não quero que ninguem resolva meus problemas. Ocasionalmente eu só preciso mesmo é de atenção, e um pouco de carinho.
Eu não gosto de Jaú. Mas por outro lado, não gosto também de nenhum outro lugar. Eu não tenho amigos aqui, mas também não tenho em nenhum outro lugar. Eu não tenho família aqui, mas também não tenho em nenhum outro lugar. Ou seja, não faz nenhuma diferença o lugar onde eu estou, ou vou passar o resto da vida. O lar do homem é onde seu coração está, ou algo do tipo.
Conversando, me descabelando e chorando nesse dia em que a Rubiz saiu fora, fiquei tentando descobrir algo que pudesse preencher um certo hiato na minha vida. Alguma coisa que me faça sentir parte do mundo, ou parte de algo pelo menos, e a única responsta possível é: drogas!
Drogas foram uma boa muleta a maior parte da minha vida, e sem duvida, algo que eu conheço bastante bem, e agora me pergunto porque diabos mesmo eu parei de usar? Todo mundo sempre fala no quanto eu sou especial, e vitoriosa, e bla bla bla... Que grande idiotice! Que vitoria oque? Eu fui parar no hospital! Foi por isso que eu parei. Não foi deus, nem esforço. Foi medo! Provavelmente meu corpo avisando que se eu não me desse uma trégua não ia durar muito mais. E agora que eu já parei de usar a uns bons... 8 anos talvez, me questiono a puta falta que usar drogas sempre me fez...
A vida é um pé no saco sem drogas. Eu vi os dois lados da moeda. Eu sei bem o que estou falando. Sempre me questiono isso, sabe? Eu deveria mesmo ter parado? Eu poderia voltar? Existe mesmo um real motivo pra eu parar de vez? Eu deveria tentar voltar a usar?
Eu sou compulsiva sabe... Eu não tenho um mecanismo bom pra parar. Se eu começo, só um milagre pra me fazer parar, e talvez por isso as pessoas achem que eu consegui chegar onde poucas pessoas conseguiram e tudo o mais.
Mas a verdade por tras de tudo isso é que talvez tudo fizesse mais sentido antes, quando eu era um trem desgovernado, sem parada. Eu sempre vou poder voltar a usar. Não existe o fim do vício. Existe uma tentativa de controle, que perdura pelo resto da vida, por isso, a possibilidade de voltar é muito real.
No dia em que os motivos pra voltar fizerem mais sentidos do que os que me fizeram parar, talvez eu volte. Ultimamente nem sei dizer pra que lado eu estou pendendo.

17 março 2011

Alguma pessoas podem dizer que meus relacionamentos são superficiais, porque geralmente me relaciono muito melhor de maneira virtual. Poucos amigos, poucos contatos. A maior parte das pessoas que realmente importam tenho muito mais contato virtual, ou só virtual.
Geralmente eu descarto as pessoas de maneira bastante fácil, não que eu ache que as pessoas sejam tão descartáveis, mas eu tento de certa maneira compreender que por mais que eu goste, ou por mais apegada que esteja a alguém, aquela pessoa de fato não me pertence. Ela passa um tempo próxima a mim, mas depois de algum tempo segue sua vida, assim como eu sigo a minha.
Algumas pessoas acham que por isso eu sou muito fria.
Na verdade não sou. E nem acho que isso seja um defeito. Cada um sente o que pode. Eu sofro bastante com as separações na verdade. Qualquer tipo de separação. A maioria das pessoas dá mais valor a relacionamentos amorosos do que a qualquer outro, o que eu de fato não entendo bem. Sempre achei que a afinidade com as pessoas fosse mais importante do que tudo, sejam os laços familiares, ou fraternos, ou de amizade, mas algumas pessoas passam por cima de tudo quando gostam de alguem de maneira romântica. Acho estranho esquecer de tudo o que se viveu no passado por causa de qualquer pessoa, não importanto o tipo ou a intensidade do amor que se sinta por ela. Mas bem, o ser humano é isso ai! Não se pode questionar muito os sentimentos. A única coisa que se pode fazer mesmo é não entender.
Voltando um pouco no assunto, geralmente depois de algum tempo eu gosto de descartar as pessoas. Não por nada, mas elas as vezes me lembram de um passado que eu talvez não tenha mais saudade, ou situações. As vezes as pessoas são tão estranhas, que por mais que se conheça elas, não me sinto a vontade, e com isso perdi grandes amigas! Quando digo grandes, me refiro a pessoas com quem tive grande afinidade no passado, e que simplesmente foram perdendo isso ao longo do tempo. Não acho que seja culpa de ninguem. Isso acontece o tempo todo.
Algumas pessoa, acho que foram irresponsáveis comigo. Porque eu penso assim. Se você tem alguma coisa, qualquer coisa, tem que cuidar. Mesmo um objeto precisa de atenção pra não ficar sujo. As amizades são assim também. As pessoas tem que cuidar! Algumas pessoas acho que não cuidaram bem da minha amizade, e eu gentilmente retirei minha oferta.
Não guardo rancor. Bem, ocasionalmente talvez eu guarde um pouco. Mas no geral encaro de maneira bastante natural esse tipo de separação, e desejo tanta sorte quanto for possivel pra achar outras pessoas que tenham a mesma afinidade comigo que as outras pessoas tiveram.
A vida é mesmo composta sempre de pequenas mortes.

13 março 2011

Estou no meio das minhas férias. Não fiz nada de bom mesmo! Nem fui em algum lugar legal, ou cinema, e vi poucas pessoas. Basicamente não sai pra quase nada.
Ficar tanto tempo trancada em casa é bom, mas em certos momentos pode ter um efeito negativo em mim, porque eu sinto que minha cabeça vai perdendo o foco com a realidade. É muito tempo sem contato com ninguem, e começo a ficar chateada de ter que falar com as pessoas até na net.
Estou passando por uma fase estranha de uns tempos pra cá. Sinto que minha cabeça não se comporta como deveria, e tenho me sentido amargamente sozinha...
Parte disso é por minha própria culpa, porque de maneira geral, eu afasto as pessoas. Não sei bem se isso é bom, ou é ruim, mas nas horas em que eu sinto que tudo está saindo um pouco da realidade, eu juro que sinto que errei muito em relação as pessoas ao longo da vida. Eu nunca fui muito afável, ou carinhosa com as pessoas, e depois de tantos anos, simplesmente me sinto mal de ter as pessoas por perto.
Eu tenho que correr pra arrumar uma solução pra esses problemas, porque eles estão se tornando um pouco irreversíveis.

07 março 2011

V B B diz:
ah, mas minhas ferias sao mais legais!

Adriano diz:
pq?

V B B diz:
pq eu nunca tiro ferias!
e vou poder ficar 16 dias trancada em casa sem ver a luz do sol!!!

Adriano diz:
hauhuahuahuhauhauhuahuhauhauhauhuahuahuah
e pensar q as pessoas tiram ferias exatamente pra ver a luz do sol

02 março 2011

Nesse final de semana que passou minha irmã veio pra cá. Sempre bom ver o restante da minha família, claro. O caso é que catei minha irmã de canto e fiz mil perguntas sobre a minha infância. Como foi, como eu era, pra ter certeza de que as coisas eram realmente do jeito que eu pensava que eram. E com grande surpresa descobri que talvez não fossem assim daquele jeito. Talvez fossem muito piores.
Eu sempre digo que perdoei minha mãe e tals, por todas as coisas que ela me fez, e é verdade. Eu não tenho mágoas disso, depois de um longo e amargo caminho até chegar ao perdão. Mas com surpresa me descobri ouvindo minha irmã dizendo que não, não perdoou e nao pretende perdoar nem a ela nem ao meu pai. Isso sim é bizarro! Na minha cabeça, minha irmã era uma espécie de extenção da minha mãe. As duas agiam juntas, e tinham os mesmos pensamentos. Era como se fossem quase uma coisa só, e com surpresa percebi que minha irmã sofreu tanto, ou mais que eu. Cada uma teve sua experiência pessoal do que era viver naquele apartamentinho com aquela familia. Minha irmã falou coisas que me fizeram me orgulhar de mim mesma, pois com razão ela me disse que somos hoje do jeito que somos, por nossos próprios méritos, porque muito pouco foi passado pra gente ao longo do nosso crescimento. Eu não sei se concordo totalmente, pois vejo muito da minha mãe em mim, mas mesmo assim me senti bem.
Minha infância sempre foi uma espécie de incógnita pra mim, e eu sempre achei que todas as famílias tivessem uma espécie de vida misteriosa que só acontecia quando ninguem mais estava por perto, assim como era na minha casa. Eu me lembro que vivia apavorada com a possibilidade de me confundir e falar algum "segredo" de família pra alguem que não pudesse saber, e até mesmo com o fato de não ter muita certeza do que era de fato um segredo, do que não era! Era uma tensão absurda o tempo todo, e um puta medo de dar uma mancada que desencadearia a raiva da minha mãe. E acreditem, a raiva da minha mãe podia ser absurda, ainda mais pra uma criança.
Eu contei coisas pra minha irmã que eu acho que nunca tinha falado antes, e juro, ela nem ficou surpresa, porque dentro daquela casa tudo podia ser considerado normal, dentro daquela puta loucura que era.
Eu sempre me perguntei porque minha mãe tratava a gente daquele jeito, principalmente porque ela era muito muito sozinha, e nós poderíamos ser as melhores amigas dela pra sempre. BFF. No entanto ela nunca nos quis como amigas. Ela se sentia superior demais, eu acho. Nós não eramos boas o suficiente pra compartilharmos seu círculo pessoal. Nós éramos inferiores.
Minha mãe ensinou muito pouco das coisas práticas do dia a dia pra mim... Muitas coisas muito simples eu descobri ao longo do tempo, ou com pessoas, ou lendo, ou mesmo sozinha, ou simplesmente observando os outros. Minha irmã me falou que uma tia nossa nos chamava de crianças de estufa... Simbólico não?
Um pouco triste na verdade... A infância se foi, não vai ser recuperada. A maioria das coisas perdidas já ficaram pra trás, e muito pouco do que ainda vem talvez realmente valha a pena, e no entanto é só isso mesmo que temos pra agarrar e fazer valer. Ainda bem que minha irmã tem seus filhos e sua família, que claro, fazem a vida dela valer muito... ^^

21 fevereiro 2011

Quando a minha mãe morreu, eu fiquei absurdamente triste. Muito, muito. Sozinha de uma maneira impensável até então... É muito triste perder uma pessoa que se ama tanto tanto, como uma mãe, por pior que tenha sido o relacionamento, ou a convivência. Eu achava que não aconteceria, mas um dia isso tudo passou... A dor daquela perda continua absurda, porém ela já não me afeta mais daquela maneira. As coisas foram ficando pra trás.
As pessoas costumam pensar que eu sou fria, ou que não tenho sentimentos. Que eu não ligo tanto assim pra maioria das coisas, ou que talvez eu não consiga amar.
Meus sentimentos são, na verdade, a flor da pele. Eu sinto demais. Tudo me causa sofrimento, e por isso, pra conservar minha sanidade mental, eu me coloco um pouco à distância de tudo, e com isso posso dizer que minha inteligencia emocional aumentou. Se tornou mais fácil pra mim lidar com as emoções, sem ser o trem desgovernado que eu costumo ser em relação à praticamente tudo. O controle é difícil, e raro, mas eu entendo que é o meu próprio bem que eu defendo quando me distancio de tudo.
Entretanto...
Hoje por um grande acaso, encontrei o Márcio na net. O Márcio morou na minha rua, e foi meu vizinho durante anos e anos, ou pelo menos os anos que duraram aquela adolescência de doido que eu tive. Eu perdi a virgindade no terraço do meu prédio com o irmão do Márcio, numa época em que eu era realmente uma vaca ocupacional, mas com bastante alegria e dedicação no coração.
Foi uma época conturbada e boa pra mim, ao mesmo tempo que foi tensa e triste. Foi tudo ao mesmo tempo, fazendo minha cabeça disparar pra todos os lados, e me ajudando a me tornar o que eu sou hoje.
O nome do irmão do Marcio era Marcelo, e eu descobri que ele faleceu em 2006... Nós não éramos namorados nem nada disso, mas ele era um grande amigo, e faziamos várias coisas juntos, pra lá e pra cá na rua. Eu sinto uma falta dessa época, que eu nem percebi até conversar com o Márcio hoje. Lá eu tive infância e adolescencia. Aprendi, vivi, testei, briguei.
No meio desse acúmulo de experiências e emoções adolescentes, eu conheci o grande amor da minha vida, e não, não era o Marcelo.
Eu acho que adorei o meu grande amor desde a primeira vez que conversei com ele, apesar de ter passado por um período de ódio intenso antes disso. Sabe como são as coisas né? Amor, ódio... tudo ao mesmo tempo agora...
O nome dele era Luciano, e eu gostei tanto dele, tanto, tanto, que afetou todos os possiveis relacionamentos que eu pudesse vir a ter depois disso, porque atras de tudo sempre estava o Luciano. Ele sabia disso, do efeito que ele causava, e eu sabia também o efeito que causava nele, o que em meio aquela loucura toda era muito tenso, desesperado e muito romântico. A gente conversava horas, e acho que poucas pessoas conseguiram entender tão bem um ao outro quanto naquelas épocas de adolescência na Cruz e Souza... Até o momento que eu deixei aquele lugar, eu sabia exatamente onde meu coração estava e aonde estava o dele, e era tanta tanta loucura, que nós nunca sequer namoramos. A gente fazia muitas coisas, e tinhamos muita intimidade, e os momentos mais românticos do mundo, nós dois, no meio de tudo. Eu me lembro exatamente dos momentos que passamos juntos. Lembro dos diálogos, lembro de cada detalhe, dos toques e das sensações. Tudo tudo, e das vezes que eu chorei e ele me consolou e vice versa... Lembro de tudo mesmo, e do Rio, a única coisa que eu sempre quis reencontrar, foram aqueles momentos, e aquela pessoa, que foi tão enormemente importante pra mim que eu nem sei como explicar sem parecer totalmente ridículo e piegas. Sim, ele era meu outro lado. E depois se casou, e teve filhos, e conversamos... Nada se perdeu, nada nada...
Hoje conversando com o Márcio, fiquei sabendo que o Luciano morreu no ano passado...
Sabe, talvez a gente nunca mais se encontrasse... talvez fossem só aqueles momentos do passado para a vida toda, talvez, talvez... Eu não tenho como saber. Eu nunca acreditei que um relacionamento pudesse ser daquela maneira, mas era daquele jeito que eu sonhava, no caso de realmente voltar a sentir o que eu sentia por ele, por qualquer outa pessoa. Que puta dor eu estou sentindo agora. Foi a muitos anos, e estava muito distante, mas hoje, saber que eu perdi a chance de falar com ele de novo, e relembrar tudo aquilo, conversar, ouvir a voz, me levou de volta pra escada do prédio, ouvindo e falando. Discutindo, brigando...
Doeu. Essa doeu de verdade.

18 fevereiro 2011

Ocasionalmente tenho me deparado com várias e várias pessoas se preocupando de fato com coisas que pra mim não representam nada. Claro que isso não quer dizer que são coisas sem importância, pelo fato de não importarem pra mim.
As coisas importantes pra mim talvez sejam idiotas se comparadas a outros tipos de preocupações. Preocupações maternas, físicas, existenciais, ou sei lá mais o que.
Nossa mente e nossa fisiologia criam o tamanho da importância que cada coisa tem no mundo, dentro do universo de cada um. Isso é bem mais simples do que aparenta, quando se olha de fora. A realidade é que cada um tem um parãmetro diferente e pronto.
Ainda assim....
Bem, ainda assim, as vezes me é difícil entender a importância que as pessoas dão pra certas coisas! As pessoas mais simples se importam com coisas mais simples, dentro de sua própria natureza, então, claro, minhas questões existenciais são bosta pra elas. É assim que tem que ser, e é assim que de fato é. Perfeitamente compreensível...
Mas e as pessoas que se consideram mais apuradas intelectualmente? Qual a desculpinha esfarrapada pra terem essas cabecinhas, cheias de idéias vergonhosas?
O todo sempre deve ser valorizado. A importância seletiva de cada um deve sempre ser levada em consideração. Porém, o fútil, que também é ocasionalmente importante, é apenas isso. Futilidade. Quem não gosta de coisas fúteis? Ou como diz a Shantall, de futilidades necessárias? Todo mundo!! Porque tudo o que tem espaço no mundo, tem importância, e sendo alvo do desejo, tem que ser levado em consideração, e avaliado com atenção. Mas ainda assim senhoras e senhores, o fútil, é apenas isso. Futilidade.
E qual seria a dificuldade presente no ato de reconhecer que assim como qualquer outra pessoa, gostamos do que as vezes não tem importância maior do que agradar ao ego?
Po, fico puta com quem fica bancando o intelectual foda, mas que na hora de reconhecer que gosta de alguma coisa idiota, cria importâncias irreais pra isso.
Ora, ora, ora.... Se gostamos de gastar dinheiro comprando brinquedos, então foda-se! Somos infantis mesmo! Se queremos gastar com jóias, então foda-se também! A coração quer o que o coração quer! Corremos atrás do amor romântico irreal só pra depois levarmos um pé na bunda que vai nos tirar do rumo pelas próximas décadas? Então foda-se! Temos ilusões românticas a respeito do que o mundo teria que ser, mas que nunca será! Só vemos a beleza física quando olhamos nos olhos das pessoas, e esquecemos da alma que repousa atrás dos olhos, essa sim, crucial pra que o verdadeiro encontro ocorra? Então foda-se! Somos burros mesmo! Fingimos que esquecemos que beleza física é de todos os modos finita, e fugaz.
Afinal, a vontade aliviada de objetivos é de todo modo perfeita...
Mas porque é que as pessoas tem que fingir? Inventar verdades estúpidas pra contornar sua futilidade plenamente aceitável?
Ah não, não. Assim não dá! Isso cansa! Cansa muito ter que lidar com isso! E ocasionalmente ainda dou a sorte de ter que encontrar esse tipo de pessoa, que tem a vontade, a suprema vontade de ser especial, se sentir especial, e pobres, são a sombra, sempre! E ser a sombra do mundo deve ser chato, e triste...
As vezes qualquer coisa é mais fácil do que passar na multidão e não ser notada, porque tem aquela simplicidade que só o interior externo proporciona pra essas almas, quando o interior interno é tão vazio... Elas estão lá, mas não são ninguem, e é tão tocante perceber que o que é simples pra alguns, é tão trabalhoso pra outros. E então sim, há a tentativa de transformar o dia a dia em algo incrível! Não por si mesmo, ou talvez sim, por sí mesmo, porque é duro ver que a vida passa, e o tempo urge, e elas estão inseridas no mundo como se estivessem camufladas. Sim, sim... Algumas pessoas não representam nada. Não são ninguem... E qualquer desculpa esfarrapada pra convencer que não é assim, que não, elas não são assim, vale muito. Pra convencer e pra se convencer! Principalmente se convencer!
Ainda assim, pessoas, o que é nada, por mais que tentem fingir, modificar a percepção, continua represnetando nada. O que aparentemente não tem serventia, serve de exemplo sempre, ainda que negativo. Então, quando vemos essas pobres pessoas passando, se importando tanto, sabemos que elas tem sim, uma função na cadeia que move todas as coisas.
O texto se extendeu. Não vale a pena pensar tanto nisso, talvez. Porém, uma frase que tenho lido ultimamente, e que serve pra isso, e serve pra tudo.
"Que a misericórdia seja banida: malditos aqueles que se apiedam!" (AL III,18)
No mercy!

17 fevereiro 2011

Sobre Thelema

Faze o que tu queres será o todo da Lei.

Thelema pode ser vista tanto quanto uma religião, uma filosofia, uma proposta social ou a soma de tudo isso. É um sistema metafísico completo, surgido em 1904 através do recebimento do Liber AL vel Legis (o Livro da Lei) no Cairo pelo ocultista inglês Aleister Crowley. Esse livro proclama a chegada de um Novo Æon (Era) para a Humanidade. Nesse sistema, a suprema Lei é a chamada Lei de Thelema, sintetizada nos dizeres “Faze o que tu queres será o todo da Lei” e “Amor é a lei, amor sob vontade.” Estas palavras conclamam a todos ao autoconhecimento que lhes permitirá descobrir e realizar sua Verdadeira Vontade.

Esta Vontade, por sua vez, não se trata de mero desejo. A Lei não pode ser interpretada como uma licença para realizar qualquer capricho e se eximir da responsabilidade. Ao contrário, ela se refere à estrita missão de descobrir e realizar sua verdadeira natureza, que equivale à divindade dentro de cada indivíduo. Em compensação, todos os direitos que não sejam a realização dessa Grande Obra não passam de ilusões.

Dentro do pensamento thelêmico, entende–se que a razão deva ser uma ferramenta da Vontade, e que a experiência é mais importante do que a teorização. A Vontade não se baseia em fé, mas sim na experiência direta do indivíduo em seu curso de vida. Thelema não é uma proposta baseada apenas na teoria, mas sim na vivência individual, na experimentação direta e no questionamento de ideias. Enquanto a fé se baseia na aceitação plena, a certeza de Thelema se firma sobre a experiência. Nenhuma experiência deve ser descartada a priori, mas adequadamente vivida e só então analisada à luz dos resultados desejados. Ao viver apenas a teoria da vida, o indivíduo está, assim, privando–se do conhecimento de sua Vontade. A única maneira de se lidar com ela é a vivência direta da mesma, independente de dogmas ou de fé.

De todo modo, como todos estamos em processo de autoconhecimento, conflitos internos e externos são normais. A ideia do “faze o que tu queres será o todo da Lei” traz implicações éticas sérias, geralmente exploradas nos trabalhos de Aleister Crowley. Uma vez que se considera que uma pessoa não possua outro direito senão o de cumprir sua Verdadeira Vontade (AL III:60), a única ação correta é aquela que provenha desta fonte, sendo qualquer outra incorreta.

Toda ação que afaste o ser humano do cumprimento desta Vontade é uma ação restritiva e, portanto, considerada “pecaminosa”. O “pecado” assume características relativas e não absolutas. O bem e o mal são circunstâncias adequadas a cada um. Com isso, a autodisciplina e o autoconhecimento assumem importância capital: como todo ser humano tem potencial divino e é dotado de sua própria e soberana natureza, apenas através da disciplina e do conhecimento pleno de si mesmo é possível exercer essa natureza de modo perfeito e harmônico, o que inclui não restringir a Vontade alheia, uma vez que o único crime do Universo é colisão entre estrelas. Essa é a completa liberdade, incluindo liberdade moral, sexual, política e filosófica, conforme compreendida por Thelema.

Como resultado, a maioria dos Thelemitas e comunidades thelêmicas sérias promovem um ambiente de respeito mútuo, confiança e encorajamento de que cada um descubra seu próprio caminho, evitando a presunção de que qualquer um possa conhecer a Vontade do outro melhor do que ele mesmo.

A Lei de Thelema só pode ser consumada pelos esforços pessoais de cada um. De todo modo, muitos aspirantes têm um interesse genuíno por informação, assistência, companheirismo, oportunidade de troca de conhecimento com seus colegas estudantes ou mesmo de servir a humanidade. Esses aspirantes são bem–vindos à OTO.

Amor é a lei, amor sob vontade.

03 fevereiro 2011

PORQUE GOSTAR DE MORCEGOS!!!


Smiley piscando São grandes controladores das populações de insetos. Algumas espécies ingerem duzentos ou mais insetos em apenas alguns minutos de voo.
Ou seja: Se desaparecerem, os insetos dominarão o mundo!

Smiley São responsáveis pela formação de florestas. Ao ingerir um fruto, o morcego deixa cair as sementes em locais distantes do original, onde podem nascer novas árvores. Mais de quinhentas pequenas sementes podem ser transportadas por um único morcego a cada noite.
Ou seja: Se entrarem em extinção, o aquecimento global vai aumentar.

Volto logo Auxiliam na reprodução de mais de quinhentas espécies de plantas, visitando as flores como fazem, de dia, os beija-flores e as abelhas, transportando o pólen de flor em flor.
Ou seja: Se desaparecerem, o mundo será mais fedido!

Smiley mostrando a língua Há morcegos que se alimentam de pequenos animais, incluindo roedores, que tantos prejuízos causam à agricultura.
Ou seja: Eles desaparecem e você terá mais ratos asquerosos na tua casa.

Smiley nerd São largamente empregados em pesquisas científicas, incluindo a acção de medicamentos que, no futuro, poderão ter aplicação em humanos.
Ou seja: Podem ser uma cura para AIDS ou Câncer! (há uma possibilidade, né?)

Smiley nauseado As fezes dos morcegos constituem excelente adubo natural. Foram intensamente exploradas até ao desenvolvimento de adubos industriais.
Ou seja: Se desaparecerem, teremos menos adubos = menos alimentos. Taí a crise mundial da fome!

AlienígenaTêm sido estudados para aperfeiçoamento do sonar.
Ou seja: Sem eles, podem acontecerem náufragos.

Morcego vampiro A saliva do vampiro tem forte ação anticoagulante. A sua pesquisa poderá ter aplicações no tratamento de várias doenças vasculares.
Ou seja: Taí outro remédio! Cuspe de Morcego!

Smiley sarcástico São importantes elos na cadeia alimentar.
Ou seja: Se sumirem, fode tudo! Como foi dito antes, poderá ter super-população de ratos e aranhas.

Fantasma O seu desaparecimento poderá resultar em desequilíbrio ambiental, causando maiores danos do que os causados pela sua proximidade com o Homem.

17 janeiro 2011

Tô doente de novo! Ô vida!! Já estou praticamente acostumada, mas se isso é um prenuncio da idade, ou desofrimentos futuros, então estou realmente fodida!
Meu final de ano foi bem legal! Passei o natal enchendo a cara na casa da Dalila, com seu pai, seu marido, irmãs... Foi muito legal mesmo! O ano novo já passei dormindo. Foi mesmo a melhor coisa q eu fiz nos ultimos tempos!
Já no dia seguinte passei um dia legal lá no bosque do jacaré com minha família! As crianças estão de fato enormes! Claro né... Isso é papo de tia! Toda vez que vê os sobrinhos falam na hora: Nossaaaa!!! Como você cresceuuuuu!!!!
Agora, como tia, devo dizer que entendo esse comportamento. Antes de ver a criançada crescendo em ritmos assustadores eu não poderia avaliar esse tipo de sentimento. Mas mew! Eles crescem muito!!! MESMO!!!! Eu sou uma tia orgulhosa de ser a tia preferida de pelo menos 1/3 dos meus sobrinhos! =D
Foi um excelente ano novo!!
De resto, fiz niver, e a Bê trouxe bolo pra mim, feito pela mãe dela! Cantamos parabéns junto com a Rubizzzzz, Danilinho e Carol, e eu não pude tomar breja, porque desde então já estava bombardeada! Mas tudo bem!! Foi um dia legal!

Eu soube que meu nome tem rolado nas casas respeitáveis da cidade, e é claro, eu tenho que fazer um adendo sobre isso!
FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM!!! \o/
É sensacional ver que as pessoas costumam perder tempo falando mal, tramando, se importando, me odiando!!! ^^
Eu acho o ódio super válido!!! Seja por conhecidos, familiares, ou até mesmo desconhecidos!! E isso importa??? O importante é participar, e saber que durante seu tempo livre, as pessoas simplesmente estão lá! Pensando em mim!!!! E isso é tão fofo.... Ser sozinho não é pra quealquer um, e quanto mais eu analiso e conheço as pessoas, mas eu percebo que sou one in a million! As pessoas precisam de atenção. Precisam desesperadamente de atenção, e fazem qualquer coisa por isso! Inventam, tramam! Obrigada Deuses pela carência humana que às expõe a vilania dos mais intelectualmente afortunados!!!=D
Os seres humanos são normalmente tocantes. Sua frivolidade é muito tocante. Essa vontade de estar, fazer parte, não ser esquecido. Esse é o cerne da vida humana! Esse medo absurdo de ser deixado pra trás, de não ser lembrado. E isso, senhoras e senhores, faz com que as pessoas façam qualquer coisa pra chamar a atenção sobre si, seja do ser amado, seja do ser mais odiado! Cá pra nós, o ódio é uma espécie de amor doido ao contrário. Não suportamos, mas não podemos esquecer!
Eu tenho sentido um carinho muito grande pela maioria das pessoas, porque elas são tão comandáveis, tão fáceis de manipular. E inteligência não tem nada a ver com isso. É a carência que assume a dianteira nesse ponto! Se tomar a frente significa ser menosprezado, então é melhor deixar a dianteira pra quem consegue lidar com esse medo da perda, e ser apenas um.... como eu diria.... 'pau mandado'. kkkkk
Nesse processo de se auto anular, vale tudo. Vale esquecer os valores de outrora, deixar a familia de lado, conspirar a favor da ditadura, fingir que não se envergonha, ou que não conhece a própria fraqueza, para que nada disso interfira entre o 'eu' e o objeto de amor desenfreado!
E assim, todos fecham os olhos pras coisas estupidas que costumam fazer em nome de algo que a maioria pensa que é amor, e tem a ver com o outro, e na verdade é só carência, e só diz respeito a si próprio... Em poucas palavras? O objeto de amor desenfreado é o próprio medo da solidão.
Wathever... Eu continuo querendo estar nesse meio também, e participar se possível!!!
=D

14 janeiro 2011

BIZARRO... ¬¬


Motivo de polêmica entre o fim de 2009 e o início do ano passado, a compra de R$ 1,2 milhão em brinquedos pedagógicos do tipo Lego está na grade curricular das creches e pré-escolas de Jaú. A informação é do secretário de Educação de Jaú, Orivaldo Candarolla.
A empresa Edacom Tecnologia em Sistemas de Informática Ltda., detentora do Projeto Lego no Brasil, chegou a ter parte dos bens bloqueada em razão de ação movida pela prefeitura de Sapucaia do Sul (RS), que conseguiu suspender o pagamento à empresa. A alegação é a de que o produto não é exclusividade da Edacom, o que é refutado pela firma paulista.
Para Candarolla, o projeto se mostrou exitoso. “As aulas estimulam o raciocínio, a lógica e a criatividade”, diz o secretário. As atividades com o brinquedo são realizadas em aulas específicas para esse fim durante a semana. Ainda conforme o chefe da pasta, os professores foram capacitados para aplicar o Lego em sala de aula. (JGD)



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LUIS CARLOS

04/01/2011 10:04:48

Estava de férias e não acreditei quando vi a reportagem. É uma vergonha, que êxito é este? Vão falar com os professores, ou melhor, vão nas escolas ver onde estão este Legos, todos encostados muitos lacrados e sem uso ainda, como pode ter êxito um material que não possui fins pedagógicos definidos, compraram o material para depois pensarem o que iriam fazer com ele. Quando o correto é que a aquisição de recursos tem que ser feita conforme a necessidade do desenvolvimento dos projetos, ou seja, o inverso do que foi feito! E já que o secretário tocou no assunto, não custa perguntar, como anda a investigação do descarte ilegal e criminoso de merenda escolar? Quanto foi o custo das lousas digitais, projetores de luxo, onde está o projeto pedagógico para justificar sua aquisição, qual foi o custo do investimento, como foi selecionada a empresa e o contrato afirmado contempla a manutenção do equipamento? E ainda o que vai ser feito com os livros inadequado, comprados da Editora Oceano, sem consulta aos educadores, que também estão ociosos? E que história é esta a contratação de uma empresa para gerenciar dados, que no final não vem fazendo nada, segundo os próprios secretários de escolas, eles estão fazendo dois trabalhos em um, ou seja, cadastrar no GEDAE e no sistema desta empresa, quando o sistema não cai o que é muito comum, que inteligência é esta. Quanto custou, qual é a real finalidade da contratação se ela faz exatamente o mesmo que o GEDAE, que é o sistema gratuito do Estado de São Paulo? Espero que a imprensa não deixe estes acontecimentos sem respostas! Já são dois anos sem o Fundo dos Professores, agora no começo ano é hora de planejar e eliminar todos estes tentáculos que sugam os recursos da educação, para não acontecer o que ocorreu nos últimos anos, ou seja, os educadores pagarem pela a incompetência dos administradores.

26 dezembro 2010



Pra não passar em branco... =D

09 dezembro 2010

"Creio que a ' Consecução ' é um simples, supremamente são, estado do cérebro humano. Não creio em milagres; não creio que Deus pudesse fazer com que um macaco, um clérigo ou um racionalista chegassem à consecução.

Eu estou tomando todo este trabalho com o relatório principalmente na esperança de que ele mostrará exatamente que condições físicas e mentais precedem, acompanham e seguem a ' consecução' de forma que outros possam reproduzir através dessas condições para aquele Resultado.

Eu creio na Lei de Causa e Efeito e eu detesto a cantiga tanto dos Supersticiosos quanto dos Racionalistas."

Aleister Crowley

João São João

06 dezembro 2010

Hoje de manhã bem cedinho, indo pegar o onibus, vi uma estrela cadente. Quase de manhã! Isso foi muito legal. Pedi pro Renatinho ficar bem e calmo, enquanto a situação dele não se reverte. Ele foi preso na sexta-feira.
Eu não ligo pros motivos que levaram ele pra lá. Isso é problema dele. Eu quero é que ele saia logo.